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A possível fusão entre a Zon e a Sonaecom, liderada por Ângelo Paupério, está mais perto de acontecer, defendem vários analistas do mercado.
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A clarificação accionista da operadora liderada por Rodrigo Costa facilita cenário de fusão com empresa da Sonae.
A aguardada fusão entre as operadoras Zon e Sonaecom poderá estar mais próxima de se concretizar. O reforço da empresária angolana Isabel dos Santos no capital da dona da ex-TV Cabo permite uma maior clarificação accionista e define assim um interlocutor privilegiado para contactos com vista a um eventual negócio.
Isabel dos Santos tornou-se na maior accionista da Zon depois de, na semana passada, ter fechado o acordo para a compra dos 10,88% que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) detinha na operadora e que elevam a sua posição para 28,8%. Uma "clareza accionista" que os analistas encaram como benéfica e que reforça as probabilidades de fusão com a dona da Optimus.
Se os contactos avançarem neste sentido, bastará convocar uma assembleia-geral extraordinária para aprovar a desblindagem de estatutos - que impedem que uma empresa concorrente tenha mais de 10% dos direitos de voto da operadora liderada por Rodrigo Costa. "Com esta transacção, a estrutura accionista da Zon atingiu um novo equilíbrio", segundo uma nota de ‘research' do BPI. "Acreditamos que uma fusão com a Sonaecom no curto-prazo tornou-se muito mais provável". José Sarmento, analista da Fincor, defende a mesma posição. O especialista reforçou que Isabel dos Santos "já detém uma parceria com a Sonae na área da distribuição em Angola pelo que o estreitar de laços nas comunicações poderá ser facilitado, beneficiando ambos os casos das elevadas sinergias existentes: cerca de 250 milhões de euros, na nossa opinião".
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