Empresas/Finanças

14 Mai 2014

White terá um voo por semana para a Guiné Equatorial

Hermínia Saraiva e Nuno Miguel Silva
White terá um voo por semana para  a Guiné Equatorial

Companhia de bandeira da Guiné Equatorial está na lista negra de Bruxelas. Portugal e Guiné ratificam acordo de transporte esta semana.

A White, companhia ‘charter' do grupo Omni, vai passar a assegurar uma ligação semanal entre Lisboa e Malabo, capital da Guiné Equatorial. A operação surge no âmbito do acordo de transporte aéreo entre os dois países que será ratificado até final desta semana. Com a Ceiba, companhia de bandeira da Guiné Equatorial, proibida de voar para o espaço aéreo europeu, caberá à White realizar a operação em regime de ‘wet lease'.

"Os acordos bilaterais obrigam à designação de empresas por cada um dos estados e pela Guiné Equatorial a companhia designada é a Ceiba e quem opera o avião é a White", explica ao Diário Económico, José Miguel Costa, presidente da Omni. Segundo o responsável, as operações deverão começar em Julho, através de um Boeing 777-200, um avião que está no certificado de operador da White.

A Ceiba, que integra a lista negra da Comissão Europeia, estando por isso proibida de voar para a Europa, está a contratar a White em regime de ‘wet lease', com a companhia portuguesa a fornecer o avião e a tripulação. A White será responsável pelos serviços de manutenção e seguro da aeronave.

Do lado português, a TAP é habitualmente a companhia designada no âmbito dos acordos de transporte aéreo, mas não foi possível confirmar se o será neste caso. "Não está nos horizontes imediatos da TAP voar para a Guiné Equatorial, mas a existência destes acordos, porque se houver interesse, já estão reunidas as condições", explica fonte oficial da companhia aérea.

José Miguel Costa explica que é necessária uma "certificação adicional" da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), para que as operações possam ser lançadas, estando a decorrer o prazo de 30 dias para que seja emitida. Ao que o Diário Económico apurou, a Guiné Equatorial estará a fazer depender os voos da sua entrada na CPLP, o que deverá acontecer na cimeira de Díli, de 20 a 25 de Julho.

Sobre as expectativas da White relativamente à procura, José Miguel Costa lembra que "há mais de mil portugueses a trabalhar na Guiné Equatorial, que têm necessariamente que vir por Madrid, Paris ou Frankfurt, e que agora passam a ter uma ligação directa".

O acordo entre Portugal e a Guiné Equatorial foi assinado a 27 de Fevereiro em Malabo e deverá agora ser ratificado com a presença do ministro dos Negócios estrangeiros da Guiné Equatorial, Agapito Mba Mokuy, e de Portugal, Rui Machete.

Recomendadas

x

Social

x
    0 LEITORES ONLINE

    Comentários

    "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".

    Trending now

      ir para o topo