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Títulos de dívida espanhola a 10 anos voltaram a subir para a zona de alarme, nos 7%, fazendo tremer bolsas norte-americanas.
Espanha continua na mira dos mercados e nem mesmo o anúncio de mais esforços para controlar as contas públicas está a aliviar as preocupações dos investidores. Os títulos de dívida a 10 anos subiram hoje de novo para um nível acima dos 7%, uma barreira que os economistas consideram ser insustentável para um país, no dia em que o Governo confirmou que vai subir o IVA e aumentar as horas de trabalho na função pública.
Foi neste cenário que os índices industrial Dow Jones e S&P 500 perderam 0,28% e 0,16%, respectivamente. Também o tecnológico Nasdaq caiu 0,19%.
"É muito preocupante", referiu Jeff Savage, especialista da Wells Fargo Private Bank, à Bloomberg. "Um juro a 7% não é um nível sustentável para Espanha. Isso assusta. Não podemos ter um dos nossos melhores parceiros comerciais a atravessar tempos económicos terríveis sem vermos os efeitos nos resultados empresariais nos EUA", acrescentou.
Em termos empresariais, destaque para a Alcoa, que subiu hoje 0,4% para 8,76 dólares antes de dar início à temporada de resultados das empresas norte-americanas. Os analistas esperam que a maior produtora de alumínio do mundo reporte uma descida de 81% dos lucros trimestrais.
"O principal ponto da ‘earnings season' é saber se a força que estamos a assistir na retoma da actividade económica pode ser vista no desempenho das empresas. Alguns sectores mais defensivos podem apresentar números acima do esperado", afirmouLuís Bravo, do Barclays, em declarações ao Etv.
"As tecnológicas vão portar-se melhor do que a economia. O JPMorgan apresenta contas no final da semana e vai ser importante saber quais as perdas com as várias operações de ‘trading' que, segundo as estimativas mais recentes, deverão ascender a 9 mil milhões de euros", referiu Pedro Lino, da Dif Broker.
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