Mais Lidas
Comunidade
Marco Almeida segue o exemplo de Carlos Carreiras em Cascais e não admite ser excluído por não ter “dimensão mediática”.
Marco Almeida, vice-presidente de Fernando Seara há cerca de dez anos, quer ser candidato à Câmara Municipal de Sintra nas próximas eleições autárquicas. Ao Diário Económico, este militante e dirigente do PSD assume ter "a disponibilidade e a vontade de aceitar o desafio que muitos munícipes" lhe têm lançado e recorre aos mesmos argumentos utilizados por Carlos Carreiras para ser candidato, em Cascais, nas próximas eleições: "Tenho consciência tranquila relativamente ao trabalho que faço" e "acredito que sou o melhor preparado para suceder a Fernando Seara depois de ter sido vice-presidente".
Marco Almeida assume que "ainda não falei com a direcção do partido" e que "será importante essa conversa" mas deixa, desde já, uma coisa clara - "Não vou aceitar que o partido alegue, para não me apoiar, que não tenho dimensão mediática." Este caso espelha bem um movimento a que se assiste no seio do PSD, com o posicionamento de vários vice-presidentes que pretendem suceder a autarcas que cumprem até 2013 o último mandato, tendo em conta que a lei impede que um presidente lidere a mesma autarquia mais do que 12 anos seguidos.
Contactado pelo Diário Económico, Miguel Pinto Luz, presidente do PSD/Lisboa e vereador na Câmara de Cascais, explica que o "processo de escolha de candidatos terá uma metodologia que ainda não foi aprovada", o que só acontecerá numa reunião marcada para o último dia deste mês. Pinto Luz regista o gesto "profícuo" de Marco Almeida mas lembra que a palavra da direcção nacional do PSD será determinante na escolha do sucessor de Fernando Seara. "Uma derrota em Sintra ou em Lisboa nas próximas eleições não é o mesmo que uma derrota em Freixo de Espada a Cinta - com todo o respeito por este município - e sabemos que uma vitória do PSD em Sintra será uma vitória da direcção nacional do partido, uma derrota do PSD em Sintra será uma derrota da direcção nacional do partido", diz. De forma indirecta, Miguel Pinto Luz acaba por colocar na direcção nacional do PSD o ónus de escolher o candidato à autarquia.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





