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Telecom

Venda da Vivo dá potencial de subida superior a 15% à PT

Luís Leitão  
30/06/10 12:37

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Duas casas de investimento apostam na concretização do negócio e reviram em alta o preço-alvo das acções da operadora nacional.

Os bancos franceses Oddo Securities e Natixis aumentaram hoje o preço-alvo dos títulos da Portugal Telecom para 9 euros e 10,35 euros, respectivamente, como resultado da subida da oferta da Telefónica para os 7,15 mil milhões de euros pelo controlo de 50% da Brasicel (companhia que controla a operadora móvel Vivo).

"Acreditamos que a última oferta será suficiente para a Telefónica obter um voto favorável hoje no encontro de accionistas", revela David Strauch. Nos cálculos do analista do Oddo Securities, as acções da PT deverão reagir positivamente a este anúncio, podendo mesmo justificar uma recuperação dos títulos para perto dos 9,5 euros/10 euros. Mas "para lá deste nível, recomendamos a realizar mais-valias", sugere Strauch.

Para Benoît Maynard, analista do Natixis, "depois de a oferta ter sido aumentada por duas vezes, é difícil que seja rejeitada". Por essa razão, o especialista francês mantém a recomendação de "comprar" ao mesmo tempo que aumenta o preço-alvo dos títulos dos anteriores 9,75 euros para os actuais 10,35 euros.

Numa nota de ‘research' enviada ontem aos clientes do JP Morgan, o banco norte-americano atribuía um potencial de valorização significativo para os títulos da PT. De acordo com as estimativas de Daniel Morris, analista do JP Morgan, as "acções da PT podem negociar nos 10,6 euros no curto prazo". O especialista do JP Morgan mantém a sua recomendação de "underweight", com um preço-alvo para os próximos 12 meses de 8,30 euros.

Em contra-ciclo a esta revisão em alta da avaliação da PT por parte dos dois bancos franceses, estão os especialistas do Goldman Sachs, que ontem cortaram o preço-alvo dos títulos da operadora nacional em 8%, dos anteriores 11,4 euros para os actuais 10,5 euros por acção.
Numa nota de ‘research' publica ontem e ainda sem conhecimento do aumento da proposta em 650 milhões de euros pela aquisição da Vivo, Tim Boddy, analista do Goldman Sach, referia que vê um amplo leque de possibilidades em redor da oferta da Telefónica. "Se a Vivo é vendida, antecipamos uma combinação atraente de dividendos e um aumento da recompra de acções mas notamos o risco de haver destruição de valor no custo de aquisições."

Boddy acrescenta ainda que caso a oferta seja "decididamente rejeitada, as acções podem cair significativamente a curto prazo, dadas as pressões internas."

 





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