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Os franceses da Spindrift Racing dominaram a travessia atlântica com o 5º melhor tempo de sempre.
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Etapa inicial do circuito MOD70 decorreu entre Nova Iorque e Brest. Trimarãs chegam a Cascais em Setembro.
"Il pleuvait fort sur la grand-route" ['Chovia muito na autoestrada'], entoa Yann Tiersen, cantor e compositor francês natural de Brest, na Bretanha, em "Le Parapluie". A canção podia ter servido de banda sonora para a chegada dos primeiros MOD70 que, no dia 13, foram recebidos pela chuva depois de uma supersónica travessia atlântica entre Nova Iorque e Brest. Um tradicional percurso, reapelidado como Krys Ocean Race, que marcou o início oficial do projecto MultiOneDesign.
Com um conceito projectado a longo prazo - e que inclui duas voltas à Europa e uma ao Mundo - estima-se que o circuito MOD70 tenha impacto mediático de 45 milhões de euros por ano: são esperados mais de um milhão de visitantes em cada ‘race village', mais de quatro milhões de visitas no ‘site' oficial e cerca de 300 horas de transmissão televisiva por temporada.
Durante o ano, cada equipa terá de gastar entre dois e 2,5 milhões para participar na competição. Um valor semelhante ao que foi exigido para entrar no circuito às cinco equipas agora em prova - Spindrift Racing, Groupe Edmond de Rothschild, Foncia, Musandam-Oman Sail e Race for Water.
"As primeiras equipas puderam adquirir os barcos por 2,5 milhões, mas a partir daqui o investimento exigido será de 3,5 milhões: o risco terá de ser maior", afirma o presidente executivo da Multi One Attitude, o suíço Marco Simeoni. "É um projecto no qual acreditamos. Além da preocupação ambiental, este circuito tem a especificidade de os barcos apresentarem um ‘design' uniforme: as equipas não são autorizadas a modificá-lo e isso faz com que esteja tudo dependente da qualidade dos velejadores", salienta.
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