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O líder do PSD reiterou hoje a oposição do partido à utilização da "golden share" do Estado na PT, considerando que "a prazo" isso não é positivo para Portugal.
"No plano externo, eu creio que um Governo que apesar de herdar uma 'golden share' do inicio da privatização destas empresas que, no entanto, as utiliza de modo a criar desconfiança nos mercados e nos investidores externos, a prazo isso não é positivo para Portugal", afirmou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a bancada parlamentar.
Aliás, frisou, a reacção externa à assembleia-geral de accionistas na PT realizada na quarta- feira "já vai um bocadinho nesse sentido".
O representante da posição estatal na PT na assembleia-geral de accionistas da empresa votou quarta feira contra a venda da Vivo à espanhola Telefónica utilizando a 'golden share', tendo o primeiro ministro, José Sócrates, afirmado que "a 'golden share' serve para ser utilizada quando é necessário".
Pedro Passos Coelho disse, contudo, acreditar que a própria PT irá encontrar uma alternativa à actual situação, depois dos accionistas terem querido decidir de uma maneira e o Estado de outra.
"Há ainda condições para que a própria PT encontre uma alternativa que ajude a sair desta situação e que permita nesta área das telecomunicações uma presença importante portuguesa no Brasil", sustentou.
Interrogado se o preocupa a possibilidade de ser lançada uma OPA sobre a PT, o líder do PSD reconheceu que isso pode acontecer, apesar de esperar que tal "não ocorra".
Pedro Passos Coelho renovou ainda as críticas à utilização da "golden share" do Estado na PT para impedir a venda da participação daquela empresa na brasileira Vivo aos espanhóis da Telefónica, considerando que "o Estado não deve reclamar direitos especiais sobre estas empresas, a menos que seja o dono dessas empresas".
"Não somos a favor da golden share", frisou, sustentando que sendo a PT uma empresa privada, devem ser os accionistas a tomar as decisões. Contudo, acrescentou, o PSD entende que o negócio que foi proposto pela Telefónica à PT "não é um bom negócio para a PT".
Por isso, continuou, os sociais-democratas estão de acordo com a posição que a Caixa Geral de Depósitos tomou na Assembleia Geral, empresa detida pelo Estado, que votou contra.
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