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Depois do MIT, o caminho para as universidades portuguesas deve passar por celebrar parcerias com outras instituições de renome internacional.
As universidades portuguesas devem priorizar uma estratégia de internacionalização, através da celebração de parcerias com congéneres de outros países. Para Ed Crawley, professor do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology), "é muito importante para as universidades portuguesas terem conhecimento de outros modelos educacionais no mundo", pois "a internacionalização é o caminho para a valorização da educação" e também para a obtenção de prestígio a nível mundial.
Na sua opinião, o caminho é apostar na "cooperação" entre instituições de ensino, como a que já sucede com o MIT. Ed Crawley defende que essa troca de experiências é enriquecedora para as universidades, académicos e, no fim, para a sociedade. Como adianta, actualmente Portugal está a trabalhar com o MIT, mas pode vir a fazer programas semelhantes "com a universidade de Chicago, ou de Cambridge", "fazer parcerias com o sistema de educação chinês". E realça: "O importante é ter referências de outras países". No MIT, Ed Crawley lança sempre um argumento irrecusável: "Eles fazem isto em Stanford".
Mas para já é preciso dar seguimento à parceria com o MIT e renová-la, processo que parece estar no bom caminho. Ainda há poucas semanas, Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, afirmou no âmbito da 2ª Conferência Anual do Programa MIT Portugal que "o MIT é uma prioridade na política científica portuguesa desde a primeira hora". E a um ano de terminar o programa, o objectivo de Portugal renová-lo por mais cinco. "As negociações para o novo programa serão feitas no decorrer deste próximo ano" e terão em conta "as condições onde vamos continuar a trabalhar, onde vamos investir mais e o que vamos trabalhar", adiantou ainda Mariano Gago.
Ed Crawley também defende o prolongamento do programa: "ganha-se valor em prolongar a parceria". Pois, como adianta, "cinco anos é um prazo curto para um programa, uma boa meta seriam pelo menos mais cinco anos". Para o professor, esta primeira fase do programa MIT Portugal permitiu as universidades e académicos emergir para uma nova relação com as empresas. E na relação entre universidades e empresas é que está o valor do programa.
Segundo Ed Crawley, "estas relações não são fáceis de fazer. É preciso tempo para a indústria perceber como pode trabalhar com as universidades, para perceberem como as universidades podem ter um papel importante no desenvolvimento dos negócios". Mariano Gago também reconheceu este paradigma. Com o apoio do MIT, vamos "deixar de pensar em ‘start-ups' da forma tradicional e começar a pensar à escala mundial". Afinal, "há projectos de investimento que podem dar origem à criação de empresas", referiu.
Para o ministro, o programa MIT Portugal marcou "uma viragem muito grande nas relações com as melhores universidades do mundo, alterou o trabalho conjunto das universidades como nunca tinha acontecido". Mas reconheceu que "podemos ser mais ambiciosos no futuro", quer na ampliação da internacionalização das universidades, nomeadamente no ambiente transatlântico que o MIT proporciona, como também num maior envolvimento com as empresas.
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