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A Universidade de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa estão a verificar as vantagens e desvantagens de fundir serviços, como a acção social.
Duas universidades de Lisboa e duas do Porto estão a analisar a possibilidade de fusão de serviços. A hipótese de juntar os serviços de acção social foi avançada pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior às universidades.
A Universidade de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa estão a verificar as vantagens e desvantagens para avançar com a união de vários serviços das duas instituições, entre os quais os serviços de acção social. Esta é uma medida que significa uma contenção nas despesas das instituições de ensino superior e que traz uma racionalização de recursos.
Apesar de ainda não ser possível "adiantar datas ou mesmo limites temporais concretos" uma das questões que tem vindo a estar "obrigatoriamente em cima da mesa" nas reuniões que tem vindo a decorrer entre os dois reitores é "a fusão dos Serviços de Acção Social", revela o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Fernando Ramôa Ribeiro. Uma posição partilhada pelo reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, que sublinha que "há uma atitude de abertura a essa iniciativa" e acrescenta que, em sua opinião, "há instituições e serviços a mais e a fusão é uma boa solução para prestar melhores serviços aos estudantes". Sampaio da Nóvoa sublinha mesmo que "é preciso que as instituições de ensino superior se entendam e se dependesse de mim, a fusão seria mais rápida porque o País não pode adiar muito mais estas soluções num contexto de crise".
Os reitores sublinham que o cálculo da poupança na despesa das universidades ainda não foi feito mas antecipam já algumas vantagens desta fusão: "pode haver melhor distribuição e maior disponibilidade de alojamentos e cantinas, melhor apoio médico e melhor utilização de serviços comuns, como limpeza e manutenção", explica Ramôa Ribeiro.
Mas, para o reitor da UTL também existem desvantagens na fusão, que passam pela "gestão dos processos quando o grupo de estudantes cujas necessidades têm que ser satisfeitas cresce para o dobro".
A Universidade do Porto (UP) também está a pôr em cima da mesa a mesma iniciativa de fusão com o Instituto Politécnico do Porto (IPP). Segundo estas instituições de ensino superior a fusão dos serviços de acção social foi uma hipótese colocada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a que a UP e o IPP concordaram analisar conjuntamente. No entanto, a questão ainda não foi objecto de discussão profunda.
Segundo Sampaio da Nóvoa, esta é uma iniciativa que o MCTES tem conhecimento e á qual "já manifestou o seu total apoio no decurso de reuniões" com os reitores. O reitor da UL refere ainda que "o Governo tem muitos instrumentos que podem ajudar, ou travar, estas iniciativas". Mas, Ramôa Ribeiro explica que as universidades portuguesas "têm a autonomia necessária e suficiente para poder propor decisões à tutela por sua iniciativa".
Contactado pelo Diário Económico o MCTES não respondeu até à hora de fecho desta edição.
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