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Portugal está a meio da tabela: num ano, foram eliminados 2,7% dos postos de trabalho do país.
O conjunto dos 27 países da União Europeia perdeu, desde o início da crise, qualquer coisa como 4,3 milhões de empregos. As ondas de choque do ‘subprime' (hipotecas de alto risco) nos Estados Unidos começaram a fazer-se sentir no final de 2007 mas só no segundo trimestre de 2008 é que o mercado laboral acusou o impacto, com a destruição rápida dos postos de trabalho. Um ano depois, o volume de emprego já se contraiu em 1,9%, o que implica uma redução diária de quase 12 mil postos de trabalho.
A razia afectou praticamente todos os países mas há "pontos quentes" nesta geografia do desemprego. Em Espanha, por exemplo, o rombo ascende a 1,4 milhões de empregos, o que representa mais de um terço da quebra global de emprego. A aterragem forçada foi precipitada pelo rebentar de uma bolha imobiliária, um factor que também abalou a economia inglesa (com consequências semelhantes).

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