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Municípios e regiões serão alvo de maior controlo.
A ‘troika' identificou as autarquias, os hospitais e as empresas públicas como o maior perigo para o défice orçamental. De tal forma que serão alvo de auditorias regulares da Inspecção Geral de Finanças (IGF).
"Os dados preliminares mostram um grande volume de pagamentos em atraso [aos fornecedores", pode ler-se no relatório de avaliação da Comissão Europeia ao programa de ajustamento para Portugal.
Bruxelas estima um valor de quatro mil milhões de euros - 2,4% do PIB - e frisa que "o sector da saúde representa cerca de metade do ‘stock'". A outra metade é das autarquias e do Sector Empresarial do Estado (SEE). Por isso, as autoridades internacionais recomendam "uma série de reformas, incluindo o mandato imediato para a Inspecção Geral de Finanças levar a cabo auditorias regulares aos hospitais e autarquias, para assegurar que os mecanismos de controlo são implementados de forma adequada".
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Comentários (3)
Não admira muito o endividamento das Câmaras. Face a uma análise criteriosa
não é fácil verificar que os Municípios hoje em dia trabalham com sensivelmente
o dobro do pessoal de que necessitavam, especialmente na área administrativa.
Será que são necessários tantos engenheiros, arquitetos, acessores, directores,
chefes de divisão, secretárias, etc, para assegurar a realização do trabalho???
Naturalmente que devem haver excepções, mas em regra qual será a rentabilidade
destes funcionários na sua maioria???.
As autarquias foram-se transformando em manjedouras partidárias, em que as empresas municipais permitiram a multiplicação dos tachos bem pagos para filhos e sobrinhos. Para camuflar, faz-se um intercambio inter-municipal. Por exemplo, quando o filho do Encarnação cá de Coimbra se licenciou (mediocremente) foi logo para director da empresa municipal de turismo - não de Coimbra (seria escandaloso), mas da Figueira da Foz (também PSD).
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