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Este ano será um "ponto de viragem" nas contas públicas da zona euro e para isso, diz o BCE, é preciso moderação salarial.
No Boletim Mensal de Setembro divulgado hoje, o BCE reafirma que "com vista a apoiar o processo de consolidação orçamental, reforçar o bom funcionamento do euro e fortalecer as perspectivas para um crescimento sustentável mais elevado, são indispensáveis reformas estruturais abrangentes".
Neste sentido, as medidas adoptadas "devem assegurar um processo de negociação salarial que permita um ajustamento flexível e apropriado dos salários à situação do desemprego e às perdas de competitividade".
Esta não é a primeira vez que o banco central da zona euro pede salários mais flexíveis. Numa carta enviada ao eurodeputado Diogo Feio, no passado mês de Abril, o presidente do BCE disse que Portugal deve reforçar a "flexibilidade do processo de formação salarial", se quiser melhorar a competitividade da economia e as suas perspectivas de crescimento para ultrapassar a crise económica e que as remunerações deviam variar mais em função da "produtividade, situação do mercado de trabalho e competitividade".
Nessa altura Trichet também pediu aumentos contidos para "fazer face ao aumento acentuado da taxa de desemprego".
2010, "um ano de viragem"
No Boletim divulgado hoje, o BCE diz ainda que reformas no sentido de um reforço do aumento da produtividade também contribuiriam para apoiar o "processo de ajustamento" das economias dos países que sofreram, antes da crise, perda de competitividade ou registam défices elevados, como é o caso de Portugal.
O BCE adianta ainda que espera que 2010 seja um ano de viragem, justificando que "as estatísticas trimestrais mais recentes sobre as finanças públicas para a área do euro e a evolução em vários países da área do euro confirmam, de uma forma geral, a esperada estabilização nas perspectivas orçamentais para 2010".
Por isso, acrescenta, "prevê-se que este ano seja um ponto de viragem, pondo fim ao acentuado aumento dos défices antes da redução planeada a partir de 2011".
Contudo, para isso é fundamental que os governos acompanhem de perto a execução orçamental este ano "e elaborem projectos de orçamento para 2011 e planos a médio prazo ambiciosos", frisa o BCE.
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Comentários (12)
O que é Trichet percebe de moderação salarial, devia era falar em redução dos desníveis salariais entre países membros e classes sociais. Nas políticas de redistribuição, na justiça social,etc....
Estou convencido que a maioria do desemprego se deve aos maus empresários em parceria com este governo pois quanto mais desorientação política e económica existir mais fácil é de lapidar e enriquecer à custa de todos nós. Veja-se o despedimento colectivo de 112 do casino esttoril com milhões de lucros quem está por detras desta destruição de trabalho para dar lugar à precaridade.
Quanto a Portugal pode estar descansado: os salários são moderadérrimos. A menos que se refira aos gestores das empresas portuguesas. Os tais que há 2 anos ganhavam em média 270.000 euros anuais contra 250.000 em Espanha e 180.000 na Alemanha. Sim, na Alemanha a média era de CENTO E OITENTA MIL contra os DUZENTOS E SETENTA MIL portugueses.
P.S. Vendo pelo preço que comprei. Saiu nos jornais. Mário Crespo debateu o assunto na SIC Notícias. A propósito, segundo M.C. «a não ser assim os melhores não seriam convocados a resolver os problemas.» Já agora iriam para onde? Jogar golfe? Calhando era bom: contratavam-se gestores alemães que saía mais em conta. E pelos vistos com melhores resultados.
P.P.S. Como pode Portugal ter (ou ter tido) uma percentagem destas, mais elevada que a ALEMANHA? Não é Albânia é ALEMANHA mesmo!
Porque será que estes gestores nunca pedem moderação na forma abusiva em que os bancos privados (dos quais foram o principal garante pelo menos desde 2007) moderação na especulação.
Porque sempre moderação nos rendimentos daqueles que menos ganham....
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