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O presidente do Banco Central Europeu (BCE) quer mais flexibilidade nas economias europeias e diz que a Agenda de Lisboa falhou.
"Há uma grande diferença entre os dois lados do Atlântico. A economia norte-americana tem a flexibilidade como um dos seus principais marcos. Nós na Europa a 27, e também na zona euro a 16, temos economias que não são suficientemente flexíveis", afirmou Jean-Claude Trichet durante uma entrevista à CNBC.
"Por isso a principal mensagem é clara: vamos trabalhar activamente para flexibilizar a economia porque isso vai aumentar o potencial de crescimento da Europa", acrescentou o banqueiro, que termina o seu mandato no BCE no próximo ano. Sobre este tópico, Trichet argumentou ainda que os países que flexibilizaram a sua economia ganharam vantagem em termos de crescimento e de emprego.
No mesmo depoimento, Trichet revelou-se decepcionado com a Agenda de Lisboa, que pretendia, até 2010, tornar a UE na economia do conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo.
"Nos tínhamos um programa chamado Agenda de Lisboa que não implementamos na última década", frisou, fazendo votos que a estratégia para 2020 "concretize as reformas estruturais" prometidas.
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