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Trichet deveria ser o único responsável do BCE a falar sobre as taxas de juro, mas os outros banqueiros não estão a respeitar as regras.
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O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, está a ter problemas em impedir que os membros da instituição falem sobre as taxas de juro, algo que apenas ele deveria fazer.
O governador do Bundesbank alemão, Axel Weber, é o membro do conselho do BCE menos obediente, tendo já levado à subida da rendibilidade das obrigações no fim de Outubro, quando deu a entender uma possível subida dos juros aos bancos, nota a Bloomberg.
Para além de Weber, também o governador do banco da Bélgica, Guy Quaden, quebrou as regras ao falar sobre os juros uma semana antes da reunião do banco central, embora Trichet tenha consigo uma ‘lista negra’ dos governadores que falam sem permissão.
“A ‘lista negra’ está bem e é boa, mas ao final do dia Trichet não pode impedir dúzias de banqueiros centrais de toda a Europa de falar, em particular se estes não concordam com a estratégia que o BCE está a tomar”, disse Jürgen Michels, economista chefe para a Europa do Citigroup, à Bloomberg.
Na quinta-feira o BCE anuncia a sua decisão sobre as taxas de juro na zona euro, que deverão permanecer em mínimos históricos.
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Comentários (6)
O Sr. Francisco Mendes de Lisboa resume literalmente a verdade dos factos.
Acrescento ainda que, apesar dos juros estarem em valores mínimos históricos, quer as empresas quer os particulares estão a ser confrontados com envio de cartas a agravar os spreads dos empréstimos em curso (excepto o crédito habitação porque a lei não permite, senão era uma festa e os lucros triplicavam...), argumentando os bancos que é devido a crise financeira dos mercados (...). E estes clientes cumprem rigorosamente as suas obrigações. Então o que farão aqueles que não cumprem na data do contrato! O que anda a fazer o regulador da banca? Continua distraído como antes.
Ele não conseguiu cntrolar o Credit Lyonnais quando esteve à sua frente!
O BCE também terá a sua reformulação, mais cedo ou mais tarde.
É necessária mais eficácia.
A actual politica de taxas baixas (baixíssimas) do BCE, com nenhuma influência nas taxas de juro do crédito às empresas e aos particulares, só beneficia os grandes bancos que recorrem ao refinanciamento. Perdem os aforradores a quem são oferecidas taxas extremamente baixas, perdem as empresas que pagam altos "spreads", só porque o BCE favoresse o risco moral. As asneiras dos banqueiros estão a ser compensadas com o dinheiro fácil e barato do BCE mas que é difícil e caro para a economia, porque os bancos se encarregam de ficar com a grande fatia. O crime volta a compensar. Crime no sentido de práticas de crédito aventureiras da última decada (bolha imobiliária e bolsista insufladas com crédito sem critério, nos EUA e na Europa). Muitos países europeus têm ainda de se debater com a sua crise de subprime, onde avultam a Espanha e a Irlanda. Portugal? Vamos ver.
ISTO SÓ VISTO!
SE ISTO NÃO É INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA, O QUE SERÁ ENTÃO.
ACABAMOS POR SABER QUE SOMOS OS ÚLTIMOS A SABER E OS MAIS PREJUDICADOS DESTE REGABOFE DE INTRUJAS.
SOMOS MANIPULADOS A BELO PRAZER COMO MARIONETES.
O Euro nunca deixou de ser o Marco com um verniz de meridional europeu. e assim que os alemães o vêem..para o bem e para o mal...
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