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Jardim Gonçalves é um dos antigos gestores do BCP que são acusados de burla qualificada, falsificação de documentos e manipulação de mercado.
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O Tribunal indeferiu o pedido do Ministério Público de reforço das medidas de coacção dos antigos gestores do BCP acusados de vários crimes.
Segundo o despacho do juiz de instrução criminal, a que o Económico teve acesso, os antigos gestores do BCP vão continuar com a medida de coacção mínima, ou seja, o termo de identidade e residência.
Isto significa que, ao contrário do que pretendia o Ministério Público, os antigos administradores do BCP não ficam impedidos de deslocações ao estrangeiro nem obrigados ao pagamento de uma caução de 7,5 milhões de euros.
No mesmo documento, o juiz escreve que o perigo de fuga dos arguidos tem de ser "real e iminente e não meramente hipotético ou longínquo".
O responsável judicial sublinha ainda tratarem-se de cidadãos portugueses que apresentaram "projectos de vida publicamente reconhecidos".
Recorde-se que Jardim Gonçalves, Cristopher Beck, Filipe Pinhal, Castro Henriques e António Rodrigues, antigos administradores do BCP, estão acusados pelo Ministério Público de crimes de manipulação de mercado, falsificação de documentos e burla qualificada.
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