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Investimento

Três conselhos a ter em conta durante os próximos 12 meses

Alexandra Brito  
15/01/12 08:00

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O Económico solicitou a três bancos a sugestão de diferentes portfólios para diversos montantes de investimento.

No campo dos investimentos, o tamanho nem sempre interessa. Mesmo com pequenos montantes é sempre possível aplicar poupanças a longo prazo com algum grau de diversificação. A pensar num novo ano difícil que acaba de estrear e nas bolsas pouco recheadas para a maioria dos portugueses, o Diário Económico pediu a três bancos diferentes- BiG, Best e ActivoBank- que construíssem diferentes carteiras de investimento tendo em conta diversos montantes disponíveis para investir e de acordo com três perfis de risco do investidor- conservador, moderado e agressivo.

No total, apresentamos nove carteiras diferentes. São três portfólios para cada um dos três montantes analisados: até 10.000 euros, entre 10.000 e 30.000 euros e acima de 30.000 euros. As carteiras foram ainda construídas assumindo que os investidores querem manter o dinheiro aplicado por um prazo superior a três anos. Os portfólios estão construídos pelo peso que cada classe de activos ou categoria produtos financeiros deve ter na carteira global de investimentos.

As carteiras sugeridas pelas várias instituições são um reflexo das expectativas que a generalidade dos analistas tem para este ano novo que acaba de estrear. Perante o cenário de incerteza que se vive na Zona Euro, os especialistas em gestão de activos não recomendam uma exposição muito elevada a activos do "Velho Continente" na maioria das carteiras apresentadas. Fonte da direcção de marketing do Activobank explica porque é que os investidores devem ter cautela em relação a estes investimentos. "Entendemos que deve ser evitado o investimento onde existir a maior concentração de incerteza, actualmente em torno da Zona Euro, essencialmente devido o risco inerente à crise da dívida soberana". Mas os activos europeus não são os únicos a merecer um sinal amarelo por parte dos especialistas. "Todos os sectores de actividade ou empresas muito dependentes do crescimento económico, que apresentem actualmente elevados rácios de dívida em relação ao capital e resultados intermitentes devem também ser evitados", explica fonte do ActivoBank.

Há outros dados que sobressaem das sugestões dadas pelos bancos: a maioria dos portfólios aconselha a alocação dos investimentos em mais de quatro diferentes classes de activos- acções europeias, acções globais, dívida soberana, dívida de empresas, matérias-primas ou depósitos a prazo. "Independentemente do perfil de investimento, 2012 deverá ser um ano voltado para a diversificação por diferentes áreas geográficas, privilegiando baixas correlações entre classes de activos", refere fonte do Activobank. A mesma opinião é partilhada pelos restantes bancos consultados. "A concentração de riscos específicos nunca carteira de investimento é o erro que mais se pratica entre os investidores. A diversificação de um investimento deverá ser a todo o momento o factor primordial a considerar, por forma a permitir minimizar a volatilidade dos investimentos", assegura Rui Broega, director de gestão de activos do BiG.

Para a direcção de investimentos do banco Best, a diversificação das carteiras é também o principal conselho que os investidores devem ter em conta durante este ano, em que a palavra de ordem é: incerteza. "O facto de existirem diversos cenários em cima da mesa, com probabilidades variáveis e impactos significativos mas de sinal contrário reforça a importância de uma diversificação correcta, tanto ao nível de classes de activos e regiões, como ao nível das moedas a que os portfólios de investimento estão expostos".

Apesar das carteiras apresentadas terem todas um horizonte temporal de investimento superior a três anos, o Best e o BiG recomendam para os investidor com um perfil mais conservador e equilibrado a aplicação de uma parcela das suas poupanças em depósitos. Em alguns casos, a exposição a estas tradicionais aplicações chega a atingir os 25% da carteira. Além de serem um instrumento com elevada liquidez, os depósitos deverão continuar a gozar de remunerações atractivas dado que continuarão a ser uma das principais fontes de financiamento da banca portuguesa.

Veja ao lado em detalhe cada uma das carteiras sugeridas e escolha aquela que melhor se adapta ao tamanho da sua carteira.

Três conselhos a ter em conta durante os próximos 12 meses

1 - Diversificar
Este é o conselho que a generalidade dos especialistas deixa para os investidores terem em conta durante este ano. É primordial ter as poupanças aplicadas em diversos activos, regiões e moedas. Desta forma, consegue-se minimizar os efeitos da volatilidade dos mercados.

2 - Classes preferidas
É difícil encontrar consensos sobre as categorias de investimento que terão um melhor desempenho ao longo dos próximos 12 meses. Ainda assim, as carteiras sugeridas pelo Best e pelo BiG para os investidores com um perfil conservador ou equilibrado mostram uma preferência pelas obrigações de empresas.

3 - A evitar
A prudência aconselha os investidores a não terem uma exposição muito elevada a activos das regiões mais problemáticas (Zona Euro). Rui Broega recomenda especial cautela para os títulos de dívida soberana dos países periféricos. "A conjuntura actual faz prever que os títulos de dívida soberana dos países europeus periféricos estarão no centro das atenções nos próximos tempos".





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