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Transportes

Trabalhadores da Transtejo ameaçam com novas greves

Nuno Miguel Silva  
23/02/12 21:01

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Os trabalhadores da Transtejo estão contra a anunciada supressão de carreiras e ameaçam avançar para novas greves.

Os funcionários da empresa, que faz as ligações de Cacilhas, Seixal, Trafaria e Montijo para Lisboa, realizaram na tarde de ontem um plenário, que levou à paralisação das carreiras.

"Este plenário foi marcado devido à anunciada redução da oferta nos transportes fluvial, a partir do dia 27 de Fevereiro, que para nós é um caminho errado, e pelo aumento do horário de trabalho, que viola o acordo de empresa", disse à Lusa José Augusto da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).

O sindicalista referiu que os trabalhadores decidiram realizar um novo plenário, no dia 29 de Fevereiro, em Cacilhas, para decidir novas formas de luta, caso a empresa avance com a anunciada redução das carreiras.

"Vamos realizar um novo plenário com paralisação da actividade, entre as 14:50 e as 16:50, e caso a empresa avance com as medidas anunciadas, vamos decidir outros procedimentos, que podem passar por greves", defendeu.

Para já, os trabalhadores decidiram avançar com um pré-aviso de greve às horas extraordinárias, às trocas de escala e às deslocações para entrarem ao serviço fora do seu local habitual.

José Augusto acrescentou ainda que os trabalhadores vão fazer um "boicote à utilização dos telemóveis próprios", que a empresa usa para entrar em contacto com os funcionários.

Na passada quarta-feira, a administração da Transtejo divulgou o plano de corte de serviços, avançando com a supressão de 55 carreiras entre Lisboa e a margem Sul do Tejo. Este plano insere-se nas medidas de austeridade impostas pelo memorando assinado com a ‘troika'.

Também o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), da CGTP, apelou na quarta-feira a uma greve parcial na Carris em protesto contra o que considera ser um despedimento "ilegal" de um delegado sindical da empresa. "Apelamos a uma greve, na semana de 12 a 16 de Março, na recusa ao trabalho na primeira e última hora de casa serviço", avançou Manuel Alves, do STRUP, à Lusa. Entretanto, para dia 23 de Março, a CGTP convocou uma greve geral.

 





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