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Empresas

11 Jul 2013

Trabalhadores da Carris querem 12 € por mês para cortar cabelo

Nuno Miguel Silva
Trabalhadores da Carris querem 12 € por mês para cortar cabelo

Barbearias da Carris voltam a ser alvo de negociação entre os trabalhadores e a empresa.

A questão da manutenção da rede de barbearias da Carris vai voltar a estar em cima da mesa das negociações entre a administração e os sindicatos da empresa. Em destaque está a proposta dos representantes dos trabalhadores da Carris no sentido de se proceder ao encerramento das barbearias da empresa, em troca de um pagamento mensal no valor de 12 euros a cada trabalhador para assegurar o corte de barba ou cabelo.

Questionada sobre o teor desta proposta dos sindicatos, a administração da Carris explicou ao Diário Económico que "esta matéria, e outras, serão discutidas em sede de negociação colectiva com as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT)".

A questão das barbearias e de outros alegados atropelos ao contrato colectivo de trabalho na Carris e nas suas participadas foi alvo de um requerimento efectuado pelo Grupo Parlamentar do PCP, a 24 de Maio passado. O documento, assinado pelos deputados comunistas Bruno Dias e Miguel Tiago, acusa a administração da Carris de não respeitar o horário semanal de 40 horas e as cláusulas respeitantes ao pagamento do trabalho suplementar, entre outras alegadas irregularidades, como a não existência de vitrinas para afixação de informação sindical.

O requerimento do PCP destaca ainda que "há anos que a cláusula 69ª [respeitante aos serviços de barbearia] deixou de ser respeitada, tendo a empresa procedido ao encerramento das barbearias".
A resposta a estas questões foi dada por Filipa Sousa Santos, chefe de gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira, na passada segunda-feira. Já depois de contactada a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), a responsável rejeita grande parte destas acusações do PCP.

Quanto às barbearias, a resposta da chefe de gabinete do ministro da Economia esclarece que "a empresa dispõe nas suas instalações de barbearias apetrechadas para uso exclusivo e privativo dos seus trabalhadores, incluindo reformados". "Contudo, a própria Comissão de Trabalhadores já apresentou uma proposta à administração da empresa no sentido de converter as instalações da barbearia numa sala de refeições", acrescenta a referida resposta governamental.

"Também os representantes sindicais já apresentaram uma proposta, no sentido de se proceder ao encerramento das barbearias, em troca de um pagamento no valor de 12 euros a cada trabalhador, visto este serviço não ser utilizado internamente", explica a resposta às questões do PCP.

"Até Dezembro de 2007, a empresa teve barbeiros no seu quadro de pessoal e após esta data as instalações mantiveram-se operacionais, sendo que não se pondera que as mesmas passem a ser ‘salas de refeição'", garante fonte oficial da administração da Carris ao Diário Económico.

A mesma fonte oficial da Carris acrescenta que "não é possível apurar com exactidão quais eram os custos anuais associados a este serviço".

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