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A bolsa nacional desvaloriza mais de 1%, a acompanhar as quedas nas principais praças europeias.
Há momentos, o índice português PSI 20 descia 1,57% para 5.349,43 pontos, com dezasseis dos vinte títulos no vermelho, depois de ter sido conhecido que o clima económico e a confiança dos consumidores em Portugal atingiram novos mínimos históricos. Apenas a Zon, REN, Mota-Engil e Cimpor escapam às quedas. O aumento da percepção do risco em relação a Portugal é também visível na subida das 'yields' das obrigações nacionais a cinco e dez anos para valores recorde.
Lisboa segue as quedas registadas nos mercados accionistas europeus de referência. O francês CAC 40 cedia 1,38%, depois de o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter anunciado ontem medidas de austeridade para combater a crise. No mesmo sentido, o alemão DAX perdia 1,33%, o espanhol IBEX 35 recuava 1,67% e o italiano FTSE MIB regredia 1,7%. Também o euro desvalorizava 0,7% para 1,3159 dólares, interrompendo cinco dias consecutivos de subidas. De igual modo, o preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, recuava 0,46% para 110,95 dólares.
Isto num dia em que se realiza um conselho europeu informal em Bruxelas. Na agenda do encontro estão dois temas: o crescimento económico e o emprego. Mas uma proposta polémica de Berlim de uma "transferência de soberania orçamental" da Grécia para um 'Comissário de orçamentos' designado pelo Eurogrupo - perante o fracasso de Atenas em atingir as metas com que se comprometeu em 2011 e a incapacidade do perdão parcial de dívida privada assegurar por si só a sustentabilidade do país - promete ensombrar a cimeira.
"É tudo bastante negativo, a Grécia ainda está a tentar chegar a um acordo e há receios de contágio", comentou Joe Rundle, da ETX Capital, à Reuters. "Os líderes da zona euro ainda têm de encontrar uma solução e todas as notícias negativas não são boas para a confiança dos consumidores e poderão criar um efeito de bola de neve, com o investimento a abrandar e a afectar os resultados das empresas", acrescentou.
A penalizar os mercados accionistas europeus estão igualmente os 'downgrades' da Fitch. Na sexta-feira, após o fecho das bolsas, a agência de notação financeira decidiu seguir o mesmo caminho da Standard & Poor's, cortando a classificação de cinco países da zona euro. Entre as nações visadas estão a Espanha, Itália e Eslovénia, que viram o seu ‘rating' cair em duas notas, e ainda a Bélgica e o Chipre, que sofreram um corte de uma nota na classificação da sua dívida.
A pressão vendedora está a fustigar sobretudo os títulos das financeiras. Os bancos franceses lideram as perdas no índice da Bloomberg para o sector, que cedia mais de 2%. O BNP Paribas, o Credit Agricole e o Societe Generale tombavam 5%, reflexo das declarações de Nicolas Sarkozy sobre a aplicação de uma taxa sobre as transacções financeiras no país.
Em Portugal, os bancos também se destacavam pela negativa. O BCP descia 3,55%, ao mesmo tempo que o BPI regredia 5,09% e o BES afundava 5,97%.
Nota ainda para as descidas da Portugal Telecom (-2,04%), Galp (0,82%), EDP (-1,35%) e Jerónimo Martins (-1,4%).
Pela positiva, destaque para a Zon, que avançava 2,11%, com os investidores a aplaudirem a aprovação da desblindagem de estatutos da operadora decidida hoje por mais de 93% do capital da empresa, já que esta alteração abre portas a cenários de consolidação.
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