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Vender primeiro, pensar depois. A velha lei dos mercados faz-se sentir hoje nos mercados.
[actualiza com cotações das 15h13]
O português PSI 20 perde, nesta altura, 1,64% para 5.607,63 pontos, com 18 das vinte cotadas no vermelho. No mesmo sentido, mas com uma queda mais acentuada, o Ibex 35 de Madrid regride mais de 2%, o pior desempenho entre as principais praças europeias.
As quedas acentuadas das bolsas surgem depois de quatro sessões consecutivas em alta e reflectem as preocupações sobre as necessidades de capital da banca. Isto depois de o Unicredit, o maior banco de Itália em activos, ter anunciado que vai avançar com um aumento de capital de 7.500 milhões de euros, que será feito com um desconto de 43% face à cotação de fecho de ontem. Em reacção as acções do banco afundam perto de 10% em Milão, a maior queda no índice da Bloomberg para o sector bancário europeu.
"Para aqueles que necessitam de aumentar capital, têm de oferecer um desconto significativo para conseguirem, e o sector da banca está a reagir mal", afirmou Ian King, especialista da Legal & General, à Reuters.
Além dos investidores, também os bancos não confiam uns nos outros. Sinal dessa desconfiança é o valor recorde (453,18 mil milhões de euros) depositado pelos bancos da zona euro no Banco Central Europeu (BCE) entre ontem e hoje.
Por cá, também é o sector financeiro que mais pressiona o PSI 20, isto apesar de Portugal ter conseguido hoje colocar o montante máximo de dívida a três meses (mil milhões) ao preço mais baixo desde Abril (mês em que o Governo pediu resgate). A taxa média ponderada ficou nos 4,346%. Além disso, a procura aumentou para 2,4 vezes a oferta.
É neste cenário que o BCP afunda 8,67% para 0,137 euros, deixando para trás oito sessões consecutivas de fortes ganhos, período em que acumulou uma valorização de 37,6%. Também o BES perde 7,97%, ao mesmo tempo que o BPI cai 5,24% e o Banif cede 3,23%.
De destacar ainda a queda em 3,48% da REN. O Diário Económico escreve hoje que os americanos da Brookfield Asset Mangement, um dos três grupos seleccionados pela Parpública para apresentar, a 20 de Janeiro, uma proposta vinculativa para a compra de até 25% do capital da REN, desistiram da privatização da energética portuguesa. No mês passado, tinha sido a vez da inglesa National Grid abandonar a corrida.
Ainda na energia, a Galp cai 1,7%, num dia em que os preços do petróleo descem nos mercados internacionais, perante os receios de que a crise de dívida europeia arraste a região para a recessão, o que teria efeito negativo sobre a procura por combustíveis. Já a EDP sobe 0,41% e impede uma descida mais acentuada do PSI 20.
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Acções do PSI 20





