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O partido socialista francês, ao qual Strauss-Kahn pertence, lançou duras críticas à forma como ocorreu a detenção em Nova Iorque.
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A teoria da conspiração contra o director-geral do FMI está a ganhar força em França e a ser alimentada por políticos.
Na Internet circula a versão de que inimigos políticos de Strauss-Kahn armaram uma cilada para tentar acabar com a sua carreira política. Isto porque o homem forte do FMI liderou, durante meses, as sondagens às eleições presidenciais que terão lugar no próximo ano em França, avança a agência Efe.
A teoria sustenta-se essencialmente no facto de que um jovem militante do partido conservador sarkozista - União por um Movimento Popular (UMP) - ter 'postado' no seu Twitter a notícia da detenção do director-geral do FMI apenas 14 minutos após a polícia o deter a bordo do avião que o traria a Paris.
"Um colega nos Estados Unidos acaba de me informar que DSK (nome como é conhecido Strauss-Kahn em França) foi detido pela Polícia num hotel de Nova Iorque há uma hora", escrevia Jonathan Pinet, estudante de ciências políticas de 24 anos e militante do partido de direita.
Minutos mais tarde, Arnaud Dassier, responsável pela campanha na internet de Nicolas Sarkozy em 2007, colou a mensagem na mesma rede social.
Segundo o "Le Parisien", os adeptos da teoria da conspiração consideram que os dois simpatizantes sarkozistas estavam bem informados e com muita antecedência. Dassier é, aliás, um dos mais críticos inimigos de DSK a partir do site que coordena, próximo ao UMP, o "www.atlantico.fr".
Foi também este site que divulgou na segunda-feira, extractos dos relatórios confidenciais da Polícia de Nova Iorque que assinalavam terem sido encontrados arranhões no peito de DSK.
A teoria da conspiração foi ainda alimentada pelas declarações de políticos. O deputado Jean-Christophe Cambadélis, próximo colaborador de Strauss-Kahn, lembrou aos jornalistas que os inimigos políticos do director-geral do FMI estavam a aguardar a oficialização da sua candidatura às primárias socialistas para o atacar sem piedade.
"Tenho em mente que tinham prometido a DSK fogo nuclear quando desse os primeiros passos como candidato", afirmou o responsável em frente à sede do PS em Paris, onde o partido analisou as consequências da detenção de Strauss-Kahn.
Outros socialistas juntaram-se à teoria da conspiração, sem no entanto indicarem quem poderiam ser os responsáveis: "Pode vir do FMI ou da direita" francesa, afirmou o vice-presidente da região de Paris, Michèle Sabban, em declarações ao jornal Le Figaro.
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