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A administradora do Banco de Portugal e a maioria dos economistas consideram inevitável o recurso a Bruxelas e ao FMI.
Os mercados estão a apertar cada vez o mais cerco a Portugal e a administradora do banco de Portugal, Teodora Cardoso, entende que o País deve solicitar ajuda externa: "É mais fácil se tivermos um apoio externo, desde logo porque isso permite que o ajustamento não seja tão abrupto, mas feito sozinho, para os mercados acreditarem nele, teria que ser brutal. Com o apoio de uma dessas instituições (FMI ou Fundo Europeu) poderá ser menos abrupto".
As declarações, feitas à margem da Conferência de Central de Balanços do Banco de Portugal, e na qualidade de economista, surgem numa altura em que a pressão sobre Portugal está cada vez mais elevada. Até as intervenções do BCE no mercado secundário foram insuficientes para afastar os juros do patamar de alerta dos 7%, apesar de terem concedido algum alívio. Portugal vai testar o mercado amanhã, numa operação que está a ser acompanhada com ansiedade pelas autoridades e os economistas. Um responsável da Comissão Europeia explicou ao Diário Económico que "há um enorme receio que uma má emissão possa deitar tudo a perder".
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