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O ministro das Finanças diz que “é crítico que todas as forças políticas e sociais se unam em torno” do programa da ‘troika’.
"Tenho uma sensação de dever cumprido", disse hoje Teixeira dos Santos na apresentação das linhas gerais do programa de austeridade desenhado pela ‘troika'.
Em conferência de imprensa, o ministro deixou ainda um apelo para que o programa seja apoiado por vários partidos. "Este é um bom programa e é também uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Daí a importância de um consenso político alargado. É crítico que todas as forças políticas e sociais se unam em torno da sua viabilização e rápida implementação", declarou o governante, que se escusou a responder se está disponível para continuar nas Finanças se o PS sair vencedor das eleições de 5 de Junho.
"O programa não é portador de boas notícias" mas "não significa que uma desgraça se abate sobre nós", continuou Teixeira dos Santos, para quem o programa português é melhor que o grego e o irlandês por incluir reformas estruturais.
"A decisão de recorrer à ajuda externa foi, no meu entender, das decisões mais importantes tomadas neste País. Fui encarregado pelo senhor primeiro-ministro para conduzir esta negociação. Não a conduzi à revelia do primeiro-ministro, foi em articulação com ele que cheguei a este resultado", disse o governante quanto questionado sobre o estado das suas relações com José Sócrates.
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