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O 'chairman' da PT acusou a Telefónica de ter mantido contactos informais com accionistas da operadora e com membros da administração.
"Não se realizou qualquer reunião, apesar de a Telefónica, no período decorrido até hoje ter procurado e mantido contactos directos e indirectos com alguns accionistas e até administradores do conselho de administração que não os mandatados pelo conselho", disse Henrique Granadeiro na sua intervenção inicial.
O gestor frisou que a decisão cabe aos accionistas. Mas lembrou que "a questão que se põe aos senhores accionistas é a da continuidade do projecto que resultou da OPA da Sonanecom e que configurou a PT como um projecto industrial com projecção internacional, com escala e capacidade de crescimento assentes na capacidade de investigação e inovação". Por outro lado, Granadeiro referiu que a opção seria também "cristalizar um valor de um activo que é a Vivo".
Granadeiro avançou ainda que "esta opção moldará o futuro da PT, pela continuidade do projecto ou pelo abandono do plano estratégico".
O 'chairman' da PT lembrou a relação de 13 anos com a Telefónica e o crescimento da Vivo no Brasil. "Hoje a Vivo é líder de mercado, tem posição competitiva invejável, ganha quota de mercado, é reconhecida como a que tem a melhor rede", avançou.
Granadeiro viu o melhor das duas opções de voto: a continuidade do projecto da PT com a recusa da oferta da Telefónica e ou a capacidade financeira para abraçar um novo desafio caso se decida a venda à telefónica.
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