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Telecomunicações

“Telefónica terá de respeitar a decisão dos accionistas da PT”

Filipe Alves  
30/06/10 00:05

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Zeinal exige que a Telefónica respeite a decisão dos accionistas, caso a venda da Vivo seja hoje rejeitada. Telefónica só sobe oferta se tiver garantias de vitória.

Os accionistas da Portugal Telecom (PT) decidem hoje se aceitam a oferta de 6,5 mil milhões de euros pela Vivo, na mais aguardada assembleia geral do ano. Numa altura em que se especula sobre uma nova subida da oferta da Telefónica, que permita superar a resistência do ‘núcleo duro' português liderado pelo BES, o presidente-executivo da PT, Zeinal Bava, defendeu ontem que os espanhóis têm de respeitar a decisão dos accionistas da operadora, caso estes rejeitem a sua proposta.

"Seja qual for a decisão da assembleia geral, nós vamos respeitá-la. E esperamos que a Telefónica faça o mesmo", afirmou Zeinal durante o IX Fórum Telecom e Media, ontem promovido pelo Diário Económico, numa clara alusão às possibilidades que chegaram a ser referidas pelos espanhóis, como uma OPA à PT ou o bloqueio dos dividendos do Brasil, caso a assembleia rejeite a oferta pela Vivo. O presidente-executivo (CEO) defende que é possível manter a parceria na Vivo, passando uma esponja sobre o clima de guerrilha dos últimos meses, até porque a ‘joint-venture' tem sido bem sucedida e o o Brasil é fundamental para que a PT tenha dimensão global.

"Queremos ser uma empresa grande", lembrou Zeinal Bava, acrescentando que "a estratégia da PT vai continuar a assentar no tripé Portugal, Brasil e África", dando a entender que a operadora tentará encontrar uma alternativa à Vivo, no maior país lusófono, se a Telefónica vencer na assembleia.

O CEO elogiou a "celeridade" com que a CMVM analisou a questão da imputação dos direitos de voto da participação de 8% do capital da PT que vendeu na semana passada. A questão será decisiva para a assembleia de hoje, uma vez que a entidade liderada por Carlos Tavares imputou aos espanhóis estes direitos de voto, facilitando assim o seu possível bloqueio pelo presidente da mesa da assembleia geral da PT, o catedrático de Direito Menezes Cordeiro, pelo facto de a Telefónica ser parte interessada na compra da Vivo. Os votos associados a estes 8% e à posição de 2% que a Telefónica detém directamente no capital da PT poderão ser decisivos para o desfecho da assembleia, pelo que o seu provável bloqueio altera todo o equilíbrio de forças.





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