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A proposta continua em cima da mesa e o novo calendário não é inocente. Bruxelas decide sobre a ‘golden share’ a 8 de Julho e a Telefónica mantém os 7,15 mil milhões até 16 de Julho.
A Telefónica não desiste e mexe nos termos da oferta para contornar o único obstáculo para assumir o controlo da Vivo: o Estado português.
Sabendo que o Tribunal Europeu de Justiça vai pronunciar-se sobre a ‘golden share' a 8 de Julho e que daí sairá, provavelmente, o fim dos poderes especiais do Estado na PT, a Telefónica mantém a oferta em cima da mesa mas prolonga o prazo de aceitação para 16 de Julho.
Em vez de embarcar, nesta fase, para uma luta que de adivinhava interminável nos Tribunais, César Alierta joga com o factor tempo: esperar pelo fim da ‘golden share' para conseguir o controlo da Vivo, dado que na AG de hoje mais de 70% dos accionistas votou a favor da telecom espanhola.
Num comunicado emitido no regulador espanhol, a Telefónica diz considerar que "o veto é ilegal" e anuncia que "amplia o prazo da oferta até às 23h59 (hora de Lisboa) de 16 de Julho de 2010".
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