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Negócio fechado com todas a partes a clamarem vitória.
César Alierta deve ser um homem feliz. Quase dois meses e meio depois consegue o seu objectivo: retirar a Portugal Telecom (PT) do capital da Vivo e com isso alcançar a liderança no mercado brasileiro. "Trata-se de uma oportunidade única de criação de valor", afirmou César Alierta, realçando ainda que a "Vivo é líder do mercado de comunicações móveis do Brasil, mercado onde a Telefónica mantém uma aposta de futuro". Mais. Com esta aquisição, Cèsar Alierta sai ainda do capital da PT e desfaz assim um casamento que desde a OPA da Sonaecom sobre a PT, altura em que os espanhóis se posicionaram do lado de Paulo Azevedo, se percebeu que não ia funcionar.
O negócio não foi fácil de acertar: Henrique Granadeiro, ‘chairman' da PT, admitiu que as negociações foram "duras e complexas" e que duraram entre 90 a 100 dias. No final, PT e Telefónica acertaram o pagamento de 7,5 mil milhões de euros pela participação da PT na Brasilcel, que detém mais de 60% da Vivo. O pagamento será dividido em três tranches: "4,5 mil milhões de euros serão pagos na data de conclusão da transacção (o mais tardar no prazo de 60 dias); mil milhões de euros serão pagos a 30 de Dezembro de 2010 e 2 mil milhões de euros serão pagos até 31 de Outubro de 2011", segundo o comunicado enviado à CMVM.
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