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É uma das soluções radicais em estudo por César Alierta, revelam os jornais “Financial Times” e “Expansión”.
Com o impasse no Brasil cada vez mais insustentável, a espanhola Telefónica estuda todas as hipóteses possíveis para resolver a situação, incluindo o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a PT, noticiaram os jornais "Financial Times" e "Expansión", no final de Fevereiro.
Segundo estes jornais internacionais, a gestão liderada por César Alierta está tão desesperada por integrar os seus negócios móvel e fixo no Brasil que admite soluções radicais para desfazer esse nó górdio, incluindo a compra da Telecom Italia ou da própria PT, empresa onde já detém 10% do capital. Mas apenas avançará com uma oferta sobre a sua parceira portuguesa na Vivo se tiver luz verde do Governo de Lisboa para concretizar a aquisição, algo que admite ser muito difícil de conseguir.
Comprando a PT, a Telefónica integraria a Vivo com os seus restantes negócios no Brasil, aproveitando ao máximo as potencialidades da convergência fixo-móvel. E a PT, que vale cerca de 10 mil milhões de euros em bolsa, seria mais barata do que a Telecom Italia, cujo controlo custaria mais de 15 mil milhões. Além disso, comprar a PT significa ficar com a Vivo, que é líder no Brasil, ao passo que a Telecom Italia apenas teria como "dote" o terceiro ‘player' daquele mercado, a TIM.
Contactada pelo Diário Económico, fonte oficial da Telefónica não fez qualquer comentário sobre estas notícias.
No entanto, fontes do núcleo accionista da operadora afirmaram levar a sério esta possibilidade, colocando a questão no preço da oferta. "Como é evidente, para os accionistas da PT seria óptimo, quer a OPA resultasse ou não", afirmou um dos responsáveis contactados, que lembrou ainda que o Estado poderá deixar em breve de ter uma golden share na PT, uma vez que o caso está a ser analisado pelas altas instâncias comunitárias.
"Se o tribunal europeu decidir contra o Estado - o que pode acontecer dentro de dois meses - as regras do jogo podem mudar, mas ainda assim nada se faria contra o Governo, nomeadamente contra a vontade do primeiro-ministro José Sócrates", disse outra fonte contactada.
Certo é que, mesmo que a ‘golden share' deixe de existir e o Governo adopte uma atitude neutral, uma ofensiva hostil contra a PT apenas será bem sucedida com a concordância do núcleo duro da empresa, composto por accionistas como o BES (8%), Caixa (7,3%), Ongoing (proprietária da Diário Económico, com 6,74%).
Foi este mesmo grupo de accionistas que, de resto, travou a OPA que a Sonaecom lançou em 2006, ao chumbarem em assembleia geral a desblindagem dos estatutos, que limitam os direitos de voto a 10%. Sem esta desblindagem, mesmo que a Telefónica compre 60% da PT, apenas pode votar com 10%.
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