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Política fiscal

Teixeira dos Santos rejeita subida de impostos sugerida por Constâncio

Margarida Peixoto e Pedro Romano  
24/11/09 00:05


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O governador do Banco de Portugal sugere uma subida de impostos a partir de 2011, mas o ministro das Finanças rejeita a hipótese.

O Ministério das Finanças reafirmou ontem o compromisso estabelecido no programa do Governo "rejeitando o agravamento de impostos". Fonte oficial do Ministério sublinhou que "não há nada a acrescentar" ao que já foi dito. Isto mesmo depois de Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, ter sugerido aumentar impostos a partir de 2011, como forma de controlar o défice orçamental.

"Para trazer o défice do valor em que se situará este ano para menos de 3% vai ser preciso novas medidas quer do lado da despesa, quer do lado da receita", defendeu Vítor Constâncio. O governador explicou que o crescimento da economia por si só não será o suficiente para reequilibrar as contas públicas, sendo por isso imperativo pensar em mais medidas.

Contactado pelo Diário Económico, o Ministério das Finanças lembrou apenas o compromisso assumido no programa do Governo: "É decisiva para a nossa estratégia de crescimento da economia portuguesa a existência de finanças públicas sãs, assentes em reformas estruturais que asseguram o controlo e redução do peso da despesa pública, rejeitando o agravamento de impostos."


Comentários

Fino, Lisboa | 24/11/09 08:53
Quem rejeita a subida de Impostos é a economia real, que está e vai continuar moribunda. Um aumento de impostos seria a facada final.
Se fizessem o contrário (descer os impostos que subiram) é que estavam a prestar uma grande ajuda á economia.


guarda livros, | 24/11/09 09:13
É muito fácil gastar menos e por consequência diminuir a despesa, ou nas piores das hipóteses, fazer com que esta não aumente. Não gastar mais dinheiro no TGV, pelo menos enquanto as contas estiverem descontroladas como estão. Mas quer fazer com que as receitas aumentem e dar um estimulo claro e duradouro à economia ? Nada mais fácil ! Baixar os impostos. E como é possível isso ? Muito simples, favorecendo a criação de emprego, ao baixar os impostos às empresas que empreguem e dividindo os custos com estas. Assim, as empresas ganhariam competitividade e seria reconstruido mais rapidamente o tecido económico. É premiando os empresários que arriscam e que se esforçam que a economia anda para a frente. Se por cada novo empregado, a empresa tiver que pagar somente metade das contribuições para a segurança social, quer dizer que na realidade a segurança social tem uma despesa com esse desempregado reduzido para metade. É assim que se fazem as contas! Resumindo, baixam-se as despesas e aumentam-se as receitas via impostos como o IRS dos ex-desempregados. Por outro lado, essas pessoas irão poder começar a reequilibrar as contas delas e a pagar o que devem ao merceeiro, etc. A isto se chama, estimulo à economia real, com resultados reais, ao tomar decisões que denotam coragem e inteligência, em vez da esperteza fácil de aumentar os impostos sem contudo diminuir as despesas. Os problemas resolvem-se resolvendo de verdade os problemas, não é fingindo com truques que as coisas vão lá.


Monsieur Lapalice, | 24/11/09 09:34
Temos um problema de deficit. Só se resolve de uma de 2 maneiras: aumentando a receita ou reduzimdo a despesa. Aumentar a receita só por via de impostos. Reduzir a Despesa é obvio o que significa. Receita por via de Impostos ou acontece por via da melhoria da economia, o que não se vislumbra para já, nem nos tempos mais próximos, ou por via directa/indirecta do aumento de impostos. Não há mais que saber. Como diz Medina Carreira, daqui a 3/4 anos, se nada se fizer para conter o Endividamento, Portugal transformar-se-á num País Mendigo! Passaremos de País desgovernado, para País governado, mas do exterior.


Mike, | 24/11/09 10:21
Já chega de atacar o défice pelo lado da receita, está na hora de atacar o défice pelo lado da despesa...
Se assim não for, qualquer dia não existem subidas de impostos suficientes para colmatar o buraco financeiro....A despesa é que é o grande cancro do estado.


Jorge, | 24/11/09 11:19
O que esse senhor governador do BP devia fazer era aumentar a contribuição dos impostos dele e do séquito de administradores que o rodeiam e que nada fazem de jeito. Vejamos, as previsãoes do BP nunca batem certo, a regulação do mercado financeiro foi o que se viu por falta de fiscalização do BP, enfim leva-me a crer que o que esse senhor e quem o rodeia fazem, qualquer português seria capaz de fazer por um décimo do salário


R.L., Funchal | 24/11/09 11:21
Um aumento de impostos seria o descalabro total da economia.
O que tem que ser feito é a diminuição da despesa começando pelas Assembleias da República e as regionais Madeira e Açores aí sim é que tem que ser feita uma redução drástica tanta gente para pouco ou nada fazerem em nome de uma democracia que está doente e em fase terminal.
Quanto custa ao contribuinte este batalhão de gente desde o deputado ao motorista de Sua Execelência é uma vergonha o que se passa neste País e ainda vem o Presidente do B.P. dizer não se aumentem os salários pois tem a barriga cheia e aumentem impostos pois o dinheiro chega ás suas mãos fácilmente como não quer retirar mordomias áqueles seus amigos que o meteram lá não fala em redução de despesa.
Estão ir longe demais isto não vai dar certo a corda está ficando com a mesma tensão que a 25/04/1974 vai rebentar e desta vez tenho cá um pressentimento que vai haver muito sangue nas ruas deste País.


sousa e silva, aveiro | 24/11/09 16:09
Òbviamente, já ninguém acredita nesta gente e...na que virá..O País está doente
e " Os que comem tudo e não deixam nada " andam a fazer de conta que não sabem porquê....O povo que não pertence " à sociedade rasca ", sabe bem quais
as causas: Não há dinheiro para pagar os excedentes desta dita democracia: Gente a mais no desgoverno dos vários poderes executivo, legislativo,judicial e autárquico, incompetência em termos de 50%,desprezo total pela necessidade de dar o exemplo, falta de estratégia nacional, falta de equidade e bastante proteccionismo para empresariado falido ou correlegionário, facilistismos a
quem não trabalha com interesses eleitoralistas, falta de liderança a todos os níveis - enfim um desastre generalizado que nunca poderá mobilizar o povo para um volte-face em consciência de credibilidade - È o GRANDE PROBLEMA - fazer acreditar que este não é o NOSSO FADO...
Òbviamente, excluem-se raras e honrosas excepções para confirmarem a regra
e a que todos nós, PORTUGUESES, temos de prestar a nossa HOMENAGEM


e etc, | 24/11/09 17:59
Não há nenhum site onde aparece, de forma clara, quais são as despesas do Estado??? Gostava de saber quanto se gasta na AR, quanto se gasta com as viaturas dos ministros, quanto se gasta nas pensões dos reformados, quantas pensões superiores a 10.000 euros existem, etc, etc.etc.etc.

O que é mais curioso é que eu, em pesquisa pela net, encontrei, quase sem querer, o orçamento do estado americano para o IT!!! Se procurasse mais um pouco, concerteza encontraria informação semelhante para todas as alíneas do orçamento americano! Podem dizer muito mal dos americanos, mas tem uma transparência que Portugal nunca chegará!


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