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O presidente da bolsa de Lisboa disse hoje "tardou alguns anos" a entrada da empresa portuguesa ISA no mercado de Pequenas e Médias Empresas (PME).
O presidente da bolsa de Lisboa disse hoje na cerimónia de entrada da empresa portuguesa ISA no mercado de Pequenas e Médias Empresas (PME) que "tardou alguns anos" até este momento acontecer.
A ISA - Intelligent Sensing Anywhere marcou hoje a sua entrada no mercado accionista com um toque do sino simbólico na bolsa em Lisboa. A empresa tecnológica de Coimbra é a primeira companhia portuguesa a entrar na Alternext, o mercado da Nyse Euronext dedicado às Pequenas
e Médias Empresas.
"Este momento tardou a chegar, posso mesmo dizer que tardou alguns anos. Mas foi a vontade da ISA que o tornou possível", disse o presidente executivo da Nyse Euronext Lisboa, na intervenção inicial desta cerimónia.
As acções da ISA começam a ser negociadas na Alternext esta quarta-feira.
Fonte oficial da ISA afirmou à Lusa, na semana passada, que vão ser emitidas 500.000 acções com um valor nominal de um euro, ao qual acresce um prémio de quatro, marcando o momento de entrada no Alternext.
A ISA trabalha produtos na área da monitorização remota e telemetria, em particular nas áreas da energia, saúde e ambiente, estando presente em 20 países, em cinco continentes, segundo a página da empresa, contando com mais de 100 trabalhadores em 2009, ano do último relatório digital disponível.
O montante final conseguido com esta operação tem o objectivo de financiar o processo de internacionalização e de crescimento da empresa, segundo fonte oficial, que adiantou que a companhia está agora a entrar na área da eficiência energética.
A empresa tem mais de 20 anos e conta com clientes como a EDP, Galp, Shell, Repsol, BP, Total, Portugal Telecom e Universidade de Coimbra.
O mercado NYSE Alternext foi criado pela NYSE Euronext para ir ao encontro "das necessidades das pequenas e médias empresas que procuram acesso simplificado ao mercado de acções", tendo este sido fundado a 17 de Maio de 2005, explica a Euronext na sua página da Internet.
Em entrevista à agência Lusa, em Dezembro passado, o presidente da Bolsa de Lisboa, Luís Laginha, já tinha referido que as pequenas e médias empresas devem olhar cada vez mais para a bolsa, para financiarem os seus projectos de crescimento, sobretudo quando sentem cada vez mais dificuldades no financiamento pelas instituições bancárias.
Admitindo que o momento negativo vivido nas praças bolsistas afasta estes projectos, Luís Laginha também afirmou que mesmo nestes tempos a bolsa pode ser a melhor opção.
"Mesmo quando os mercados passam por períodos de descida, deve ser comparado o que pode ser obtido no mercado face ao que está a ser disponível fora dele e, mesmo neste contexto mais difícil, pode continuar a ser a melhor opção ir ao mercado, mesmo que não seja ao preço desejado", concluiu.
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