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Em Março de 2012 será feito novo plano de privatização, que incluirá duas outras grandes empresas.
A TAP, a EDP e a Redes Energéticas Nacionais (REN) integram a lista prioritária de privatizações, que serão realizadas até ao final do ano.
A palavra de ordem, do plano de ajuda financeira a Portugal, incide no "rápido desinvestimento total das participações públicas na EDP e na REN, e a expectativa de que as condições de mercado permitam a venda destas duas companhias, bem como da TAP até ao final de 2011", refere o memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika' a que o Diário Económico teve acesso.
Uma tarefa que não se adivinha fácil, a avaliar pela recente tentativa de privatização da EDP, onde o Estado detém 20,5% do capital por via da Parpública.
No final do ano passado, o Governo foi obrigado a adiar, por tempo indeterminado, a venda de 10% da EDP, por falta de receptividade do mercado de capitais. Esta decisão comprometeu o encaixe de 1,2 mil milhões de euros, previstos pelo Executivo para 2010 com receitas de privatizações. Verba que se destinava, na sua totalidade, ao abate da dívida pública, ao contrário do que tem sucedido em anos anteriores, onde esse valor rondou 80%.
A venda desta tranche da EDP, à semelhança do que se verificou na privatização dos 7% que a Parpública ainda detinha na Galp Energia, contemplava uma emissão de obrigações convertíveis em acções. A operação da petrolífera, realizada em Setembro passado, rendeu aos cofres do Estado cerca de 900 milhões de euros.
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