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Fernando Pinto, presidente da TAP, é um dos gestores que será alvo de um regime de excepção, podendo receber mais que Passos Coelho.
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Pilotos reúnem a 6 de Março para discutir formas de luta, enquanto aguardam decisão da tutela sobre cortes salariais.
Quase dois meses depois de desistirem de uma greve de dez dias, os pilotos da TAP voltam a reunir-se dentro de duas semanas para discutir os cortes salariais impostos na TAP e a privatização da companhia aérea. E, na assembleia geral de 6 de Março, o recurso à greve volta a ser um dos pontos a votação.
O Diário Económico apurou que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) quer votar nessa assembleia geral o eventual recurso à greve, seja como reacção a novos cortes salariais, seja pelo incumprimento do acordo que previa o acesso à privatização. Os pilotos reclamam - com base, num acordo de 1999 - uma percentagem de até 20% na privatização da companhia aérea e já pediram à tutela que lhes garanta o acesso à informação privilegiada sobre "a avaliação da companhia no momento da privatização".
Além disso, o SPAC continua a recusar qualquer corte salarial e mantém a exigência de que seja reposta a equidade salarial entre pilotos e chefias, as quais viram os salários revistos em alta em Janeiro do ano passado já depois de aplicados cortes salariais a todo o sector empresarial do estado (SEE). Querem ainda um regime de excepção, tal como o que será aplicado ao presidente da TAP, por a empresa ter actividade num sector concorrencial - isto numa altura em que o novo estatuto do gestor público limita os salários dos presidentes das empresas do SEE ao do primeiro-ministro.
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