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A entrevista a Maria de Lurdes Rodrigues decorreu nos estúdio do Etv.
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Ex-ministra da Educação diz que o problema não é o modelo que desenhou mas a rejeição da avaliação por parte dos professores.
Maria de Lurdes Rodrigues, em entrevista ao Económico, desvaloriza a suspensão da avaliação de professores por não ter impacto no longo prazo. "O problema não é o modelo, mas a rejeição da avaliação", sustenta.
Com que sensação ficou quando soube que, à última da hora, o Parlamento travou a avaliação de professores que tantas dores de cabeça lhe deu?
Tenho um grande distanciamento em relação aos factos políticos do quotidiano. Enquanto estive à frente do Ministério da Educação houve várias tentativas para suspender a avaliação, faz parte do jogo político. Estou mais preocupada com o olhar de fundo e o que se passa é, apesar de tudo, muito gratificante e encorajador. Foi possível melhorar a educação, a qualidade das aprendizagens, os resultados escolares e a eficiência. Fez-se a prova de que com políticas adequadas e o envolvimento dos diferentes agentes é possível mudar as tendências de fundo.
Têm melhorado assim tanto?
Nos resultados do PISA melhorámos, descemos brutalmente o abandono precoce...
Mas Portugal continua a ser o segundo país da UE com o maior abandono escolar.
É verdade, mas tínhamos mais de uma década de estagnação nos 40% e, em sete anos, foi possível decrescer 12 pontos percentuais.
Explicou que era essencial avaliar os professores. A avaliação que delineou ficou suspensa. Em que ficamos?
Temos de ter a capacidade de olhar mais longe. Imprimir uma orientação pelos resultados é muito importante, não apenas na Educação, mas em todos os sectores. O resto são episódios que, no longo prazo, não têm grande significado.
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