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Suíços rejeitam mais férias

Os eleitores suíços rejeitaram por uma maioria de dois terços o aumento das suas férias anuais de quatro para seis semanas.

Suíços rejeitam mais férias

Segundo os resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral suíça, o referendo, que havia sido proposto por um sindicato para alinhar o período mínimo de férias para valores iguais aos usados na Alemanha, Itália, Rússia e outros países europeus, foi rejeitado por cerca de 66,5% dos eleitores de todos os 26 cantões do país, incluindo os de língua francesa e italiana.

Os especialistas consideram que a população deu ouvidos aos alertas do Governo e dos empresários de que mais férias iriam aumentar os custos laborais e colocar em risco a economia.

"Ao rejeitar a iniciativa, os cidadãos mantiveram um sentido da realidade", afirmou Hans-Ulrich Berger, director da União Suíça e Artes e Empresas, que representa cerca de 300 mil companhias. Em comunicado, este responsável calcula que se a proposta fosse aprovada, faria aumentar em cinco mil milhões de euros por ano os custos do trabalho das companhias do país.

"O voto mostra claramente que a população continua a focar-se na liberdade individual e na responsabilidade dos cidadãos", acrescentou Berger.

Já os sindicatos e as formações de Esquerda haviam argumentado durante a campanha que cerca de um terço da população activa do país sofre de "ansiedade e fadiga", um problema que poderia ser combatido com um maior período de férias. Os sindicalistas apontavam ainda para o aumento da produtividade dos trabalhadores individuais que foi registado nos últimos anos, afirmando que estes "deveriam beneficiar" um pouco do seu esforço extra.

 

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