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“Cerca de 80% da procura é procura proveniente do exterior”, revelou ontem Teixeira dos Santos.
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Portugal vendeu ontem dívida pública a 10 anos a uma taxa de juro mais favorável (6,7%), mas pressão dos mercados mantém-se.
Suspiro de alívio. Portugal conseguiu colocar o montante máximo de dívida no leilão de ontem, 1,25 mil milhões de euros, numa operação que estava no centro das atenções internacionais. Os mercados até reagiram positivamente aos resultados da operação, principalmente aos dados da procura, mas os economistas acreditam que apesar do leilão ter aliviado a pressão, a necessidade de Portugal recorrer ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) não desapareceu.
"Os resultados da operação aliviaram um pouco a pressão de se ter de recorrer ao apoio da União Europeia e do FMI. Mas isto não quer dizer que se tenha eliminado o problema", referiu o antigo ministro das Finanças, Silva Lopes, ao Económico. Para vender ontem 599 milhões de Obrigações do Tesouro (OT) a dez anos, a taxa exigida pelos investidores situou-se nos 6,7%, enquanto na maturidade a quatro anos, o juro foi de 5,4%. "O resultado foi melhor que o esperado mas na dívida a quatro anos a taxa foi mais alta do que tem sido. A operação foi um sucesso parcial", entende Silva Lopes.
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