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Telefónica colocava como condição para subida da oferta a garantia de sucesso na AG de hoje.
A nova oferta da Telefónica pela Vivo, de 7,15 mil milhões de euros, facilita a aprovação do negócio na assembleia de hoje, consideram os analistas ouvidos pelo Económico. A oferta será aprovada se 50% mais uma acção do capital presente na assembleia votarem a favor.
Tal como o Diário Económico avança hoje na sua edição em papel, a Telefónica colocava como condição para subir o preço a existência de uma garantia, por parte dos accionistas de referência da PT, de que a vitória estaria assegurada. A assembleia contará com a presença de 75% do capital da PT, sendo que a Telefónica e os seus aliados que na semana passada lhe compraram 8% da empresa portuguesa não deverão ser autorizados a votar.
Neste contexto, a única forma de superar a resistência do 'núcleo duro' nacional que se opunha à oferta de 6,5 mil milhões de euros passaria por conquistar o apoio de accionistas como o BES (7,99%), a Ongoing (dona do Diário Económico, com 6,7%) ou o fundo Brandes (7,89%).
"A Telefónica sentiu-se enganada, por ter subido o preço no início de Junho e os accionistas não terem aceite. Daí que só suba o preço novamente se tiver uma garantia por parte de algum accionista decisivo, como o BES ou o Brandes", disse ao Económico uma fonte ligada ao processo, antes de ser conhecido o aumento da oferta.
No entanto, não foi possível até ao momento obter reacções dos principais accionistas da PT. Certo é que o valor em causa - que constitui uma subida de 615 milhões de euros face aos 6,5 mil milhões que anteriormente estavam em cima da mesa - fica ainda longe dos 8,2 mil milhões de euros que os analistas consideram que a Telefónica poderia pagar pelo controlo da Vivo sem destruir valor, devido às avultadas sinergias que a operadora espanhola poderá conseguir com a planeada fusão entre a Vivo e a Telesp.
A PT colocou no site da CMVM a carta que contém a nova proposta da Telefónica, que além do novo preço de 7,15 mil milhões de euros refere que as restantes condições enunciadas a 1 de Junho - venda faseada da Vivo, compra da participação da Telefónica na PT, etc. Trata-se de um fax enviado pela Telefónica às 22h59 (hora espanhola, equivalente às 21h59 portuguesas).
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