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A REN, presidida por Rui Cartaxo, colocou Brasil, Colômbia, Moçambique e Angola no seu raio de internacionalização.
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A internacionalização é um trunfo do grupo chinês para ganhar a corrida à privatização.
A abertura do mercado asiático à Redes Energéticas Nacionais (REN) é uma das opções consideradas na proposta industrial da chinesa State Grid para a compra de 25% do capital da empresa portuguesa, entregue na última sexta-feira à Parpública. Além da China, onde cobre 88% do território, a State Grid tem feito uma forte aposta em mais países como Filipinas, Mongólia, Quirguistão e Rússia e Índia.
Com uma oferta de 400 milhões de euros para assegurar o estatuto de maior accionista da REN, o grupo chinês colocou em cima da mesa uma linha de financiamento de longo prazo do China Development Bank, a taxas de juro reduzidas, de mil milhões de euros. Quatro vezes mais do que o total da dívida da empresa liderada por Rui Cartaxo e que lhe garante as necessidades de refinanciamento de 1,2 mil milhões de euros, a partir de 2013.
Este fôlego financeiro permitirá à REN, não só impulsionar o seu plano de internacionalização - que tem estado exclusivamente orientado para Moçambique, Angola, Brasil e Colômbia -, mas também alargar o potencial raio de acção dos seus fornecedores nacionais.
A gestora das infra-estruturas nacionais de electricidade e gás natural trabalha actualmente com cerca de dez empresas portuguesas que a têm acompanhado no processo de prospecção de novas geografias. Um dos receios do mercado é o eventual impacto negativo que esta privatização pode provocar nas empresas portuguesas que operam em torno da REN, através da sua substituição por serviços ou equipamentos chineses. Um sentimento que a State Grid procura minimizar, nos contactos mantidos com o Governo e com alguns dos principais fornecedores da empresa portuguesa.
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