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A Sonae vai manter as formas de pagamento, ainda que considere exageradas as taxas praticadas pela SIBS e pela Unicre nos pagamentos com cartões de débito e crédito, disse à Lusa fonte oficial do grupo liderado por Paulo Azevedo.
"O Continente tudo fará para manter o conforto dos seus clientes, mantendo à sua disposição os diversos meios de pagamento", afirmou fonte oficial da Sonae, depois de esta semana ter sido noticiado pelo Público que, a partir de 01 de Setembro, o Pingo Doce vai deixar de aceitar pagamentos com cartões de multibanco e de crédito em compras com valor inferior a 20 euros.
A mesma fonte da Sonae acrescentou que considera "as taxas praticadas pela Unicre e pela SIBS manifestamente exageradas e injustificadas no contexto europeu".
Segundo o Público de terça-feira, numa nota escrita, que já começou a ser distribuída a alguns clientes, o Pingo Doce, marca da Jerónimo Martins, refere que a medida vai permitir uma poupança anual superior a cinco milhões de euros.
No mesmo dia, a diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Ana Trigo Morais, disse considerar que as taxas cobradas nas transacções com cartões de multibanco aos retalhistas em Portugal "são muito elevadas".
"Entendemos que Portugal é um mercado que tem pouca concorrência e cobra taxas muito elevadas aos comerciantes", disse Ana Trigo Morais.
Já a SIBS considera que limitar o uso de pagamentos com cartões afecta o bem-estar e a segurança dos consumidores, no dia em que foi noticiado que o Pingo Doce vai limitar estas operações a valores superiores a 20 euros.
"A eficiência e a conveniência do sistema de pagamentos português são reconhecidas internacionalmente como um dos melhores exemplos mundiais, tornando esta actividade numa das poucas onde Portugal assume posições de liderança internacional", explicou a empresa de processamento de pagamentos electrónicos, num comunicado publicado na sua página na Internet.
Por seu lado, fonte oficial da Unicre, empresa especializada na gestão e emissão de cartões de pagamento, disse à Lusa que a companhia tem feito "um esforço considerável" para reduzir taxas sobre operações.
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