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Faria de Oliveira diz que a solvência do sector bancário português está "completamente assegurada" com a recapitalização recente.
Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, isso reflecte-se na confiança dos depositantes, que aumentaram os depósitos em todas as instituições.
Faria de Oliveira afirmou hoje, em entrevista à Lusa, em Madrid, que, apesar de ser sabido que "um ou dois bancos" terão que recorrer a capital público, os oitos maiores bancos têm actualmente taxas de 'core capital' acima dos 9%.
"Este foi um momento de procurar recapitalizar os bancos e aumentar a sua solvabilidade, e isso foi conseguido. Os oito maiores bancos portugueses vão apresentar rácios de capital que vão estar dentro da meta estabelecida de 9 por cento", afirmou.
"Isto é uma alteração significativa face ao passado. Há três anos, o rácio de 'core tier 1' era de 6,5 ou 7% e agora está acima dos 9%. Em termos de solvência das instituições o assunto está completamente salvaguardado", afirmou.
Faria de Oliveira falava à Lusa à margem de um almoço debate organizado em Madrid pelo Círculo de Empresários e Gestores Espanhóis e Portugueses, onde analisou a conjuntura europeia e portuguesa.
O responsável da CGD considerou que a melhoria da solvência do sector bancário português é um processo "importante" que está a reflectir-se "na confiança dos depositantes", com a maioria das instituições a registar um aumento nos depósitos acima dos 6 por cento.
Comentando os resultados negativos que o sector bancário português registou em 2011, Faria de Oliveira considerou que "são uma consequência inevitável das circunstâncias", tanto internas como externas, da conjuntura económica.
Problemas como a dívida soberana, o comportamento dos mercados, "designadamente dos [mercados de] capitais e com consequências sérias na desvalorização de títulos", e as novas regras definidas pela Agência Bancária Europeia, acabaram por se reflectir nos resultados das instituições, argumentou o banqueiro.
Apesar disso, Faria de Oliveira considerou que "em termos da exploração da actividade bancária, o comportamento dos bancos não foi mau", ainda que condicionado "pelo aumento do incumprimento" dos clientes.
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