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Os portugueses continuam a ser os mais infelizes da zona euro.
Homens, jovens, solteiros e ricos fazem parte do grupo de portugueses mais satisfeitos com a sua vida, avança um estudo do Eurofound, ontem publicado. Mas se a análise for feita no plano europeu, os portugueses chegam mesmo a ser os mais infelizes. O relatório da fundação europeia retira conclusões de um inquérito elaborado em 2007, e, já antes de a crise começar, os portugueses ocupavam o último lugar na zona euro. No conjunto dos 27 estados-membro, os resultados não são mais animadores: Portugal fica em quarto lugar no índice da insatisfação e em terceiro no da infelicidade.
A saúde e a privação de alguns bens são os factores que mais pesam na infelicidade dos portugueses, avança o "Subjective Well-Being in Europe". Com efeito, pessoas com grave deficiência ou mau nível de saúde, bem como as que se sentem privadas de dois ou mais bens (como aquecimento em casa, férias anuais ou uma refeição completa a cada dois dias) são as menos satisfeitas. O mesmo acontece com o estado civil: os portugueses viúvos, divorciados ou separados indicam menor nível de satisfação em comparação com outros pontos de análise. Esta tendência atravessa todos os países mas o mesmo já não acontece quando se trata do maior nível de felicidade. Por cá, os solteiros são mais felizes mas em países como Itália, Reino Unido, França ou Alemanha são antes os casados.
Riqueza influencia fortemente o nível de felicidade
De acordo com o Eurofound, o nível de riqueza é um dos elementos que mais intervém na percepção que as pessoas têm da sua qualidade de vida. "Em todos os países, os níveis de rendimento no país fazem uma diferença substancial nos níveis de satisfação com a vida", avança a fundação. E Portugal não é excepção. Mas, curiosamente, os pobres portugueses sempre sobem um pouco no ranking em comparação com os restantes países da Europa. É que desta vez, entre 27, o país assume a quinta posição na tabela dos menos satisfeitos. Ainda assim, não é suficiente para largar a última posição no grupo dos 16 que partilham a mesma moeda. O mesmo acontece com os portugueses mais ricos que, entre 27, ficam no terceiro lugar a contar do fim.
As habilitações literárias, a relação laboral são, sem surpresas, outros elementos que ajudam a analisar o índice de satisfação: quem tem mais qualificações e tem um trabalho diz estar mais feliz com a sua vida.
Para o Eurofound, a confiança nas instituições e a percepção de qualidade dos serviços públicos também é importante para analisar a satisfação dos cidadãos com o seu nível de vida.
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Comentários (4)
Prova que as familias estão em declinio, e a renovação da população. É o cada um por si!
Constituir familia? Criar filhos?
Não apoiem a familia, que vão ver no que isto dá!
Não é bem assim, mais felizes são os divorciados, são solteiros "vacinados" . Apontem esta que é verdade.
CLARO QUE TEM QUE SER OS MENOS SATISFEITOS, SENÃO VEJAMOS , GANHAM MENOS, TEM MENOS QUALIDADE DE VIDA, A EDUCAÇÃO É FRACA ( NALGUNS CASOS) QUEM É QUE PODE ANDAR FELIZ NESTAS SITUAÇÕES NINGUÉM
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