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O primeiro-ministro considera "irónica" a chamada de atenção do BPI para o agravamento da dívida pública, dado que foram os bancos os grandes causadores da crise.
"Aqueles que foram os causadores da crise financeira são os primeiros a queixar-se das acções do Estado que permitiram a resolução dessa crise", afirmou hoje José Sócrates.
"O Estado esteve disponível e com vontade de não permitir uma catástrofe do sistema financeiro. É muito curioso que sejam agora os bancos a queixarem-se", acrescentou o primeiro-ministro ao falar em Paris, onde participa num simpósio de dois dias.
A resposta de Sócrates surge depois de Fernando Ulrich ter ontem chamado os jornalistas para apresentar um estudo do banco sobre as finanças públicas portuguesas. A principal conclusão dessa análise do BPI é a de que os compromissos assumidos pelo Estado atingiram os 100% do PIB no ano passado. O mesmo é dizer que a riqueza produzida no país é insuficiente para cumprir as responsabilidades directas do Estado.
"O nosso sistema financeiro portou-se muito bem. Portugal foi dos países que gastaram menos com o sistema financeiro", concluiu José Sócrates.
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