Mais Lidas
Comunidade
José Sócrates explicou ontem que quando disse que “pagar a dívida era ideia de criança” estava a referir-se “ao pagamento integral e imediato” da dívida.
Depois da polémica e onda de críticas que a sua declaração suscitou, o ex-primeiro-ministro justificou-se, afirmando à RTP que não quer que as suas "palavras sejam deturpadas" como disse estar a acontecer.
Numa conferência em Paris com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política, quando questionado por um dos alunos se os Estados europeus deveriam pagar imediatamente as suas dívidas, Sócrates respondeu: "As dívidas dos Estados são eternas, foi assim que estudei." Acrescentando que "para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança". E rematou: "As dívidas dos estados são, por definição, eternas. As dívidas gerem-se".
Ontem Sócrates explicou que estava a tentar dizer que os "estados sempre tiveram dívidas" e que estas dívidas têm "que ser geridas de forma a que se dê confiança a quem quer investir" no País. "Claro que não devemos deixar crescer a dívida muito, porque isso pesa depois sobre os encargos.
Todavia, para um país como Portugal, é essencial financiamento para desenvolver a sua economia", tinha já referido Sócrates na conferência em Paris. Segundo o Correio da Manhã, a palestra teve lugar a 3 de Novembro, numa sala do campus universitário de Poitiers, cidade onde há um pólo da Sciences Po.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





