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José Sócrates falou no dia do protesto "geração à rasca" convocado para hoje, em várias cidades de Portugal.
O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje compreender que os jovens se manifestem e "exprimam a sua frustração", mas garantiu que este Governo está a defender os seus interesses, adoptando "políticas de modernidade" e "para o futuro".
"Eu compreendo muito bem as ansiedades e os problemas dos jovens, compreendo muito bem", disse Sócrates, ao comentar, no final de uma reunião de líderes da Zona Euro, concluída já na madrugada deste sábado em Bruxelas, o protesto "geração à rasca" convocado para hoje, em várias cidades de Portugal.
O primeiro-ministro assegurou que o Governo está a fazer "o seu melhor" para responder aos problemas dos jovens, cuja frustração todavia diz entender.
Sócrates insiste que Portugal não precisa de ajuda
O primeiro-ministro saudou as alterações acordadas na sexta-feira entre os líderes da Zona Euro com vista à flexibilização do actual fundo de resgate e reforço do futuro mecanismo permanente, mas reiterou que Portugal não precisa de ajuda externa.
"Não, claro que não. Eu tenho dito e repito que Portugal não tem nenhuma necessidade de pedir assistência financeira, desde que faça o seu trabalho, e é nisso que estamos empenhados", afirmou, no final de uma reunião em Bruxelas de líderes da Zona Euro, concluída já hoje de madrugada.
O primeiro-ministro manifestou-se "convencido" de que as decisões hoje tomadas, designadamente a "resposta global e coerente da Europa" à crise da dívida soberana que atinge o espaço monetário único, bem como o "esforço de cada país", como Portugal, "terá um efeito nos mercados".
Sócrates não apresentou previamente medidas a Cavaco Silva por se tratar de "assunto de governação"
José Sócrates justificou não ter apresentado previamente ao presidente da República as novas medidas de austeridade por o assunto em causa ser "de governação" e só ter decidido na quinta-feira adiantar a sua divulgação.
"Em primeiro lugar, as conversas que tenho com o Presidente da República não as comento", começou por explicar José Sócrates, acrescentando que "em segundo lugar, esse assunto é um assunto de governação".
O chefe do Governo explicou em seguida que o Governo só "decidiu ontem (quinta-feira)" antecipar o anúncio das medidas.
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