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Construtora avança com fusão de duas participadas para manter-se competitiva.
A construtora Soares da Costa avançou com a fusão das duas principais participadas na área da construção em Portugal. Uma reestruturação que surge na sequência da redução do negócio deste sector em Portugal, onde o grupo tem em curso o despedimento colectivo que já resultou na saída de 300 pessoas só até Março.
"Tendo em conta o significativo abrandamento da actividade de construção em Portugal e numa medida de racionalização operacional para o reforço de uma posição competitiva num mercado altamente concorrencial e cada vez mais internacional, [a Soares da Costa] procedeu à fusão das duas participadas portuguesas mais relevantes da área da construção, incorporando a Contacto na Sociedade de Construções Soares da Costa", explica a empresa liderada por castro Henriques, no comunicado enviado ontem à CMVM.
A construtora tem sido afectada pela actual crise da construção no País, sobretudo devido ao congelamento dos projectos de grandes obras públicas. Só em 2011, o lucro do grupo caiu 85% para 2,4 milhões de euros. O fim do projecto de alta velocidade, por exemplo, teve um impacto negativo de 209 milhões de euros em trabalhos de construção para a empresa.
Contactada, não foi possível ter uma reacção da empresa até à hora de fecho de edição.
Além da integração das duas participadas, o grupo, "no prosseguimento das medidas de ajustamento da sua estrutura", fundiu a Soares da Costa - Serviços Técnicos e de Gestão, da área de concessões, na Soares da Costa Concessões.
A empresa está a avançar com um processo de despedimento colectivo que levou ao corte de 300 postos de trabalho no primeiro trimestre. E pediu regime de excepção para ultrapassar as quotas legais para acesso ao subsídio de desemprego, no âmbito dos processos de rescisões amigáveis ou de despedimentos colectivos.
A construtora nunca revelou o número total de trabalhadores que quer dispensar. O presidente da empresa, António Castro Henriques, apenas já garantiu que os 900 despedimentos inicialmente referidos nunca tenham estado em causa.
"Nos últimos dois anos e três meses saíram da Soares da Costa 850 pessoas de um total de 2.900 pessoas", avançou o mesmo responsável, na apresentação de resultados anuais da empresa, que decorreu em Abril. "Admito novas saídas. É um processo que não está fechado e que vai prosseguir", assumiu.
Parte dos funcionários em Portugal estão a apoiar projectos internacionais, que são a principal fonte de receitas: valem mais de 60% da carteira da empresa, que fechou 2011 com 545 milhões de euros de volume de negócios internacionais.
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