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O CESP contesta a introdução do sistema de pagamento de portagens semi-automático nas auto-estradas da Brisa, afirmando que este processo poderá colocar em risco 1.200 postos de trabalhado.
A Brisa anunciou hoje que está a introduzir na sua rede um sistema de pagamento de portagens semi-automático, o Via Manual, em que o pagamento é feito pelo condutor através de um equipamento embutido na cabine de portagem.
O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal disse que a "substituição de portageiros por máquinas automáticas" vai originar rescisões, dispensa de trabalhadores precários e o fim do recurso ao trabalho temporário.
"Quando este processo estiver completo, ou seja, quando todos os portageiros forem substituídos por máquinas automáticas, serão abrangidos cerca de 1.200 trabalhadores na Brisa", disse o dirigente sindical.
António Vieira disse ainda que este sistema de cobrança automática poderá estender-se a outras concessionárias de auto-estradas, como a Auto-estradas do Atlântico, onde a Brisa tem uma participação de 50 por cento.
A Brisa refere que o pagamento através da Via Manual será realizado através de um equipamento embutido na cabine de portagem, onde o cliente controla toda a operação, podendo recorrer ao cartão bancário, moedas, notas e Via Verde.
A empresa salienta a introdução deste sistema de cobrança de portagens é "complementar à acção dos operadores de portagem" e vai permitir um "aumento da capacidade de serviço e operacional".
Fonte oficial da Brisa disse que "a introdução do novo sistema de pagamento não se traduz directamente na substituição de operadores por máquinas, mas, como todos os processos de modernização tecnológica, também tem implicações ao nível dos recursos humanos".
A mesma fonte afirmou ainda tratar-se de "um processo gradual", pelo que "é possível medir de imediato todos os seus efeitos".
O Via Manual foi introduzido na rede Brisal (A17 - Auto-estrada do Litoral Centro), em 2008, e na rede Atlântico (A15 -- Auto-estrada Caldas da Rainha/Santarém), no início deste ano. O CESP representa 900 trabalhadores da Brisa.
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