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Carvalho da Silva e João Proença mostram-se satisfeitos com os números de adesão à greve.
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Carvalho da Silva disse hoje que "tivemos uma extraordinária greve geral em Portugal" que terá efeitos imediatos e no futuro.
"Tivemos hoje uma extraordinária greve em Portugal e queremos transmitir uma grande saudação a todos os trabalhadores e trabalhadoras portuguesas", disse Carvalho da Silva na conferência conjunta com João Proença, líder da UGT.
O líder da intersindical adiantou que "estiveram envolvidos nesta greve geral mais de 3 milhões de trabalhadores", transformando-a "na greve geral de maior impacto que realizamos até hoje". Carvalho da Silva disse ainda que esta foi uma "greve muito importante para o presente e o futuro do País", e realçou que "o êxito resulta da justeza das reivindicações".
Na mesma altura, o presidente da CGTP congratulou-se pela adesão de funcionários dos "diversos sectores" e salientou a abrangência de "camadas de trabalhadores qualificados muito diversificadas", tendo apontado a paralisação do Parque Industrial de Palmela como exemplo dessa diversificação.
Carvalho da Silva sublinhou ainda a adesão do sector dos transportes à greve, considerando que este teve uma "participação excepcional", tal como aconteceu no sector da "a aviação civil" e "na generalidade das escolas do País e das Universidades", que viram as suas portas fechadas por falta de funcionários.
"Esta greve vai ter efeitos no imediato e no futuro", referiu o responsável, lembrando ainda as "saudações de dezenas e dezenas de movimentos sindicais europeus" recebidas durante o dia pela CGTP.
E concluiu dizendo que "a exigência de mudanças e de políticas diferentes tem aqui uma base fortíssima".
No mesmo sentido, o líder da UGT, João Proença reiterou que esta greve pretendia sobretudo funcionar como uma "contestação das políticas do PEC III" e que foi um bom exemplo de solidariedade entre os trabalhadores, visto que, sublinhou, muitos dos que não fizeram greve também se juntaram às contestações.
João Proença aplaudiu também o empenho de "alguns empresários que vestiram a camisola, e que em conjunto com os seus trabalhadores pararam a produção", ilustrando assim a transversalidade da primeira greve geral organizada em conjunto pela CGTP e pela UGT nos últimos 20 anos.
Esta paralisação, concluiu João Proença, "cria condições para um trabalho sindical de unidade".
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