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A Frente Comum promete contestar a eventual redução de 10 mil funcionários públicos por ano até 2014.
Ana Avoila reagia assim à notícia avançada hoje pelo Diário Económico de que o "corte nos salários na Função Pública não está a ter o efeito desejado e, por isso, o Governo decidiu que, até 2014, terão de sair do Estado 10 mil funcionários por ano, o dobro do que ficara acordado com a 'troika'".
É que o Governo "pretende aumentar a meta de redução de funcionários públicos de 1 para 2% ao ano até 2014, o que significa que terão de sair anualmente cerca de dez mil trabalhadores e não cinco mil como estava previsto no memorando da 'troika'".
Em declarações à agência Lusa, Ana Avoila, disse que "o que estava na troika já não era bom" e se a notícia se confirmar "ainda é pior e vai agravar ainda mais a situação frágil" dos trabalhadores e do país.
"Já estávamos contra e agora ficamos ainda mais preocupados. Temos de lutar para manter os empregos. Não faz sentido numa altura de crise, numa altura em que o país precisa de dinamizar a economia e o pessoal precisa de mais apoios sociais estar a reduzir pessoas", frisou.
Segundo a sindicalista, é imprescindível que os trabalhadores se mantenham unidos e endureçam as formas de luta, porque "o país está confrontado com grandes problemas de credibilidade de quem está a governar".
De acordo com a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, o Governo está em primeiro lugar "preocupado com o economicismo e só depois com as pessoas".
Sublinhando estar "contra" a medida, caso seja aprovada, Ana Avoila garantiu que os sindicatos da função pública vão tomar uma posição.
"Já temos tudo preparado para a manifestação da CGTP a 1 de Outubro e vamos ter uma cimeira a 9 de Setembro onde vamos debater e definir o calendário de protesto e luta para dar resposta a mais esta afronta", concluiu.
A medida integra o Documento de Estratégia Orçamental que será apresentada hoje pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
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