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Os principais índices norte-americanos fecharam em alta pelo terceiro dia, com a economia a dar sinais de estabilização.
O Dow Jones fechou a ganhar 0,49%, seguido do S&P 500 e do Nasdaq, que avançaram 0,91% e 1,06%, respectivamente.
O governo norte-americano anunciou hoje que os pedidos de subsídio de desemprego caíram durante o mês de Agosto, em linha com as projecções dos analistas. No mesmo sentido, o número de contratos para compra de casas usadas aumentou em Julho, num sinal de que o mercado imobiliário pode estar a estabilizar.
O índice que acompanha a venda de casas usadas nos Estados Unidos subiu 5,2%, depois de uma queda agora revista de 2,8% no mês de Junho, mostram os dados revelados hoje pela National Association of Realtors. Foi a primeira subida em três meses.
A animar os investidores esteve ainda o anúncio de que as vendas a retalho aumentaram 3,5% em Agosto, contra os 2,8% estimados pelos economistas. São números que acalmam os receios em torno da retoma da maior economia do mundo, e que levaram os principais índices norte-americanos a valorizar pelo terceiro dia consecutivo, em Nova Iorque.
A marcar o dia estiveram ainda dois negócios de grandes dimensões: a venda da Burger King e a vitória da HP sobre a Dell na compra da 3Par.
A Burger King aceitou a oferta da 3G Capital de quatro mil milhões de dólares e viu os seus títulos disparar 25% em Nova Iorque. Já a HP fez uma oferta de 2,1 mil milhões de dólares pela 3Par e tirou a Dell do seu caminho. A tecnológica, que foi a primeira a mostrar interesse pela 3Par, anunciou que se retirava da corrida e que não iria rever em alta o seu último preço de dois mil milhões de dólares.
Na reacção, os títulos da 3Par avançaram 2,43%, enquanto os da HP (1,17%) e da Dell (1,98%) também fecharam em alta.
Da Europa chegaram também sinais positivos, com o Banco Central Europeu a deixar inalterada a taxa de juro da zona euro nos 1%, pelo décimo sexto mês consecutivo, e com a promessa de que a banca continuará a receber financiamento da instituição até ao final do ano, segundo Jean-Claude Trichet.
Notícias que foram recebidas de braços abertos pelos investidores, ainda receosos pelo estado das contas públicas dos países do 'Velho Continente', e que também deram força aos mercados. Isto num dia em que as principais praças da Europa também fecharam positivas.
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Comentários (7)
Axioma bolsista:
"BUY ON RUMORS SELL ON THE FACTS"
Os Madoff deste mundo são investidores atentos aos rumores e até criando alguns e começam a onda que vai aumentando com os seguidores que os imitam.
São os Madoffs que mexem com o mercado
Tuga comum. Obrigado pela divulgação da estratégia. É muito didática e de certeza que vai render muito. Já agora porque é que neste género d noticías tem sempre de aparecer o Madoff?
Antes de bater no fundo há um momento em que todos acreditam q já bateu.
Esse momento é aproveitado pelos grandes investidores para inverter a subida e muito rápidamente as quedas são bruscas pois ainda ninguém está seguro, e os vendeores ficam "curtos" ganhando umas "pipa de massa".
Depois esses mesmos senhores compram o dobro do que venderam e então começa a real subida.
Outubro é bom para esse momento após a divulgação dos resultados trimestrais pois basta uma grande empresa, tipo coca cola, ter um resultado menos bom para se emplogar o facto e começar a queda.
Em Novembro eu volto a entrar a Bolsa como comprador.......mas ainda não vendi...só daqui a 3/4 semanas
Vamos então lançar uma petição online através do Diário Económico: "QUEREMOS A NOSSA D. BRANCA MADOFF DE VOLTA! JÁ!"
João : Tiraste-me as palavras da boca !
Conclusão: Quando o Madoff está feliz a economia está bem ...
Alguma razão para este amor perene do Diário Económico pelo porko do Madoff (ver foto)?
Gostei da palavra "alento". Também podiam utilizar "força".
Bravo pelo excelente jornalismo.
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