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“Portugal vai ter que pedir um reajustamento ao programa da Troika”, diz Silva Lopes.
Segundo o ex-ministro das Finanças, "Portugal não vai voltar tão cedo aos mercados" e como " o actual programa não chega, temos que pedir uma ajuda adicional".
Silva Lopes falava à margem da primeira conferência do ciclo "Assumir a responsabilidade pelo passado- projectar o futuro", organizada pela Faculdade de Economia do Porto em que os oradores são os ex-ministros das finanças.
Para Silva Lopes, "até o Prineiro-Ministro deve pensar assim, mas para já não o pode dizer" e o reajustamento deve ser feito "lá para o Outono".
Já o ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe, questionado sobre os últimos números avançados pela Comissão Europeia, que prevê uma retracção do crescimento económico para Portugal de 3,3%, adiantou que "estes números estão em linha com os do Governo".
Cadilhe adiantou que quando se fazem projecção "fazemos um intervalo de probabilidades" e acrescentou que "Portugal tem que ter força e coragem e tem que ter um bom comando para ultrapassar este desfiladeiro que é árido e muito severo".
Sobre Vítor Gaspar, Cadilhe considerou que "é um óptimo comandante e que dificilmente poderíamos ter encontrado um melhor comandante".
O ex-ministro das finanças de Cavaco Silva afirmou ainda que não faz de um eventual reajustamento ao programa de ajuda externa a Portugal um "grande problema"desde que haja "alguma alteração de prazo, maior gradualismo ou maior flexibilização". Miguel Cadilhe salienta que o importante "se cumprirmos, e estamos a cumprir, poderemos aguardar que a própria Troika nos proponha uma melhoria do programa".
Pina Moura, por seu turno, adianta que as "previsões de recessão para 2012 atingem uma dimensão negativa preocupante". Ainda assim o ex-ministro da Economia e das Finanças do Governo de António Guterres explica que "os indicadores da situação orçamental vão no sentido inverso".
Segundo Pina Moura "existe um sentimento muito generalizado de que a economia portuguesa está numa fase muito díficil e que provavelmente se estão a pagar os erros cometidos ao longo dos últimos dez anos onde não foi reformulada a politica económica em função da nova realidade do que é a União Económica e Monetária".
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