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“O cargo de Presidente da República é para outra fase da vida. E eu tenho a mania que sou muito jovem. Mas vamos ver”, avança Pedro Santana Lopes.
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Santana Lopes, em entrevista ao Diário Económico, descarta vir a ter uma candidatura alternativa à de Cavaco.
"O cargo de Presidente da República é para outra fase da vida. E eu ainda tenho a mania que sou muito jovem". Entre sorrisos, Pedro Santana Lopes descarta desta forma a possibilidade que tem vindo a ser apontada de ser ele o candidato alternativo que tem defendido à direita contra Cavaco. Em entrevista ao Diário Económico, a publicar na revista Fora de Série este sábado, o ex-primeiro-ministro não fecha a porta ao futuro e responde com um "vamos ver", quando lhe perguntam se pensa ser um dia Presidente da República.
Sentimento bem diferente tem em relação ao cargo que já ocupou: primeiro-ministro de um Governo. "Isso não. Já foi", sublinha, ao mesmo tempo que conta que a política "está muito pouco atractiva" e neste momento as suas preocupações são outras: "estou a desenvolver um projecto no Alentejo com os meus filhos, agora sou um bocadinho agricultor, a semear aveia, a tratar da vinha, dar sentido à vida".
O ex-primeiro-ministro voltou a dar que falar quando afirmou que seria "útil haver uma candidatura no espaço liberal, mais conservador, social-democrata, que tivesse outra maneira de ver o sistema de Governo, o sistema político". A partir desse momento, começaram a surgir os convites e as especulações. O nome de Bagão Félix foi dos mais veiculados, mas o ex-ministro do CDS garantiu que recusava essa hipótese. Mais tarde, foi o próprio Santana Lopes a fazer uma declaração "formal e objectiva" de que não estava disponível para protagonizar uma candidatura à Presidência da República, numa altura em que algumas sondagens já o davam como a personalidade da direita mais bem colocada para avançar com uma candidatura alternativa à de Cavaco Silva.
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